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Espanha reforça apoio humanitário a Cuba perante crise energética

Espanha vai enviar ajuda humanitária a Cuba, incluindo bens alimentares e material de saúde, para mitigar os efeitos da grave crise de combustível que atinge a ilha.

O anúncio foi feito pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros, liderado por José Manuel Albares, após uma visita oficial a Madrid do seu homólogo cubano, Bruno Rodríguez. O apoio será canalizado através da Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento (AECID), em estreita coordenação com as Nações Unidas.

Solidariedade Regional e Geopolítica

Com esta decisão, o Governo de Pedro Sánchez alinha-se com a posição de Claudia Sheinbaum. A Presidente do México enviou recentemente dois navios militares com mais de 800 toneladas de mantimentos para Havana, defendendo a necessidade de medidas diplomáticas para restaurar o abastecimento de petróleo. “Não se pode asfixiar um povo desta forma”, afirmou a líder mexicana, que admite ainda estabelecer uma ponte aérea entre os dois países.

No Chile, o cenário é de divisão política. O ministro dos Negócios Estrangeiros, Alberto van Klaveren, descreveu a situação na ilha como um “drama humanitário” e confirmou que o país recorrerá a organismos da ONU para prestar auxílio. Contudo, a decisão do governo de Gabriel Boric foi alvo de duras críticas por parte do líder da oposição, José Antonio Kast.

O Contexto Crítico na Ilha

Durante o encontro em Madrid, Albares e Rodríguez analisaram também a situação das empresas espanholas em solo cubano e prepararam a próxima Cimeira Ibero-Americana, agendada para 4 e 5 de novembro na capital espanhola.

Através da rede social X, o ministro cubano reiterou a vontade de reforçar o diálogo económico e a cooperação, num contexto que classificou como de “crescente agressão dos EUA”, apontando o bloqueio ao abastecimento de combustível como a causa direta do sofrimento da população.

A situação no terreno é alarmante. O Presidente Miguel Díaz-Canel admitiu recentemente a escassez total de combustível, o que paralisou o tráfego aéreo e coloca em risco serviços básicos e infraestruturas críticas, como os geradores de emergência em unidades hospitalares.

Redação