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Seguro assume-se como “um de nós”: “A maioria que me elegeu extingue-se esta noite”

Num discurso de vitória marcado pela emoção e pelo sentido de Estado, António José Seguro garantiu que a sua eleição não será um fator de instabilidade política: “Não será por mim que esta legislatura será interrompida”. Já investido no papel de Presidente da República, o vencedor de um escrutínio histórico — onde superou a marca de Mário Soares em 1986 ao alcançar 3.482.481 votos — apresentou-se como o “Presidente de todos”.

Acompanhado pela mulher e pelos filhos na sua terra natal, Caldas da Rainha, Seguro deixou uma palavra imediata de solidariedade às vítimas da recente catástrofe que assola o país, prometendo proximidade: “Não vos abandonarei”.

Perante uma plateia entusiasta, o novo Chefe de Estado sublinhou a sua independência: “A minha liberdade é a garantia da minha independência”. Rejeitando ser uma força de “contrapoder” ao Governo, assegurou uma cooperação institucional leal, mas deixou um aviso: a estabilidade que defende serve para “melhorar Portugal” e não para que “fique tudo igual”, instando partidos e oposição a comprometerem-se com as reformas necessárias nos três anos que restam da legislatura.

Redação