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Parlamento debate hoje regulação do acesso de menores às redes sociais

A Assembleia da República deverá aprovar hoje, na generalidade, um projeto de lei do PSD que visa regular o acesso de menores de 16 anos às redes sociais. O diploma, agendado por direito potestativo dos sociais-democratas, pretende travar o acesso livre a estas plataformas, passando a exigir o consentimento expresso dos pais ou representantes legais.

Atualmente, a lei fixa nos 13 anos o limite para o consentimento digital. A proposta do PSD introduz um novo modelo:

  • Acesso autónomo: Apenas a partir dos 16 anos.

  • Entre os 13 e os 16 anos: Acesso permitido apenas mediante autorização parental verificada.

  • Até aos 13 anos: Proibição da criação de novas contas.

Proteção contra conteúdos aditivos e violentos

O vice-presidente da bancada do PSD, Paulo Marcelo, sublinha que o objetivo não é “proibicionista”, mas sim dotar as famílias de ferramentas de controlo. O diploma impõe que as plataformas garantam funcionalidades que evitem a exposição de menores a:

  • Conteúdos violentos ou sexuais precoces;

  • Mecanismos de jogo aditivo;

  • Vídeos e imagens manipulados (deepfakes).

“Trata-se de regular as redes sociais para que o uso seja mais prudente e mais livre por parte das crianças”, reforçou o deputado, citando estudos sobre o impacto negativo do uso precoce e excessivo destas plataformas.

Verificação através da Chave Móvel Digital

Para garantir o cumprimento da lei, o PSD propõe que a criação de contas por menores (entre os 13 e os 16 anos) utilize a Chave Móvel Digital ou outro mecanismo de autenticação que permita validar a idade do utilizador sem comprometer excessivamente a sua privacidade.

A fiscalização ficará a cargo da Anacom e da Comissão Nacional de Proteção de Dados (CNPD). As sanções previstas para as tecnológicas que incumprirem as regras são severas, podendo chegar a:

  • Coimas até 2 milhões de euros;

  • Ou 2% do volume de negócios anual mundial da empresa.

Abertura à sociedade civil

Com o expectável apoio do PS para a viabilização na generalidade, o PSD quer agora abrir o debate a psicólogos, professores e associações de pais. Para o efeito, foi criado o e-mail criancas.digitais@psd.parlamento.pt para recolha de contributos.

Note-se que a proposta abrange redes como o Instagram, Facebook ou TikTok, mas exclui serviços de mensagens diretas como o WhatsApp, salvaguardando a comunicação direta entre pais e filhos.

Redação com noticiasaominuto