Os dois homens detidos em flagrante a “cozer” cocaína durante a operação da PSP no Bairro Pinheiro Torres, no Porto, ficaram em prisão preventiva. Um terceiro suspeito, detido na mesma diligência que visava desmantelar uma rede de tráfico que aterrorizava os moradores, foi colocado em liberdade, ficando, todavia, sujeito a apresentações diárias na esquadra.
As medidas de coação foram aplicadas ao final da noite de sexta-feira, após o primeiro interrogatório judicial conduzido pelo juiz Pedro Miguel Vieira, no Tribunal de Instrução Criminal (TIC) do Porto.
Na operação, acompanhada em permanência pelo JN, a Divisão de Investigação Criminal da PSP surpreendeu dois homens, um dos quais de 23 anos, a “cozinhar” a droga num apartamento do Bloco 10. Ambos são suspeitos de integrar uma das “firmas” que dominam a venda de cocaína, heroína e haxixe naquela zona.
“Tinham o papel de preparar o estupefaciente para a venda direta. Foram surpreendidos precisamente no ato preparatório, naquilo a que vulgarmente chamamos a ‘cozedura’ da droga para posterior embalamento em doses”, explicou o comissário João Soeima.
O oficial revelou que a investigação teve início em junho do ano passado, após denúncias de moradores que viviam sob violência coativa e ameaças físicas. O objetivo do grupo era garantir o silêncio da vizinhança perante a atividade ilícita. Contudo, nem todos agiam sob medo: pelo menos quatro residentes colaboravam com a rede, guardando os lucros do tráfico em casa a troco de 500 euros por dia.
Redação






