O cenário nas bombas de combustível volta a ser de aperto para as famílias e empresas portuguesas. Apesar da intervenção anunciada pelo Executivo, o alívio fiscal será quase impercetível: o Governo decidiu cortar apenas 3,55 cêntimos na subida acentuada que se faz sentir tanto no gasóleo como na gasolina.
Num momento em que os preços dos combustíveis registam uma trajetória de subida acelerada nos mercados internacionais, a resposta do Ministério das Finanças fica aquém das expectativas dos consumidores. Este ajuste, realizado através do mecanismo de revisão do ISP (Imposto sobre os Produtos Petrolíferos), representa apenas uma fração do aumento real que os condutores vão encontrar nos postos de abastecimento a partir desta semana.
Com o preço do barril de petróleo pressionado pela instabilidade geopolítica, a “folga” concedida pelo Estado acaba por ser engolida pela dimensão do agravamento dos preços base. Para muitos portugueses, este corte de pouco mais de 3 cêntimos é visto como uma medida simbólica que não protege o poder de compra face ao impacto direto nos custos de transporte e na inflação.
Nas principais cidades, as filas junto às bombas de combustíveis low-cost voltaram a intensificar-se, refletindo a preocupação de quem tenta antecipar-se a uma fatura que não para de crescer.
Redação






