Uma decisão judicial inédita na Áustria obrigou à imobilização de uma aeronave da companhia ‘low cost’ até que fosse liquidada uma dívida antiga a um cliente.
A Ryanair, gigante europeia da aviação de baixo custo, foi alvo de uma medida judicial drástica no Aeroporto de Viena, na Áustria. Um dos seus aviões foi formalmente apreendido pelas autoridades locais após a companhia ter falhado, sucessivamente, o pagamento de uma indemnização devida a um passageiro.
O braço de ferro judicial
O caso remonta a um processo de compensação por atraso ou cancelamento de voo — direitos protegidos pela regulamentação europeia. Após esgotados todos os prazos e avisos para o pagamento voluntário, o tribunal austríaco emitiu uma ordem de arresto da aeronave.
-
A medida: O avião foi impedido de prosseguir viagem até que o valor em dívida, acrescido de custas judiciais e juros, fosse integralmente liquidado.
-
A reação: Perante a imobilização do ativo e o risco de perturbação da escala, a Ryanair terá procedido ao pagamento imediato para desbloquear a situação.
Um aviso para as companhias aéreas
Este incidente envia uma mensagem clara às operadoras que operam no espaço europeu. Especialistas do setor sublinham que:
-
Direitos dos Passageiros: As regras de indemnização (Regulamento CE 261/2004) são vinculativas e o seu incumprimento pode levar a sanções patrimoniais severas.
-
Precedente Jurídico: A apreensão de bens físicos, como aviões, é uma ferramenta rara mas eficaz para garantir que as grandes corporações cumprem as sentenças judiciais.
-
Proteção do Consumidor: Demonstra que o sistema judicial está disposto a intervir diretamente na operação das companhias para repor a legalidade.
Sabia que: Em Portugal, os passageiros podem recorrer à ANAC ou a entidades de resolução de conflitos de consumo para reclamar indemnizações por atrasos superiores a três horas.
Redação






