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Alerta aos condutores: O novo roubo bizarro que ignora o rádio e foca-se na bagageira

Uma nova tendência de criminalidade automóvel está a colocar as autoridades e os condutores em alerta: o furto da chapeleira da bagageira. Este componente, que resguarda o conteúdo da mala, tornou-se o novo alvo predileto dos amigos do alheio, substituindo peças tradicionalmente visadas, como catalisadores ou auto-rádios.

Segundo o portal Leak, os assaltantes atuam preferencialmente sob o manto da noite, utilizando muitas vezes bicicletas para facilitar a fuga. O modus operandi é cirúrgico: partem o vidro traseiro em segundos, removem a chapeleira e desaparecem rapidamente do local.

Posteriormente, estas peças surgem à venda no mercado de segunda mão por valores elevados, que podem atingir várias centenas de euros. Em muitos casos, as próprias vítimas acabam por recomprar o componente furtado, uma vez que a substituição original em modelos premium custa entre 250 e 350 euros — valor ao qual acresce a dispendiosa reparação do vidro partido.

A escolha deste alvo prende-se com a rapidez de execução. Ao contrário dos modernos sistemas de infotainment ou dos catalisadores — que exigem ferramentas, tempo e fazem ruído —, a chapeleira é um dos poucos elementos interiores de remoção imediata nos veículos atuais. Os modelos de gama alta, de marcas como Mercedes, BMW e Jaguar, são os mais fustigados devido ao elevado valor das peças originais, o que inflaciona o lucro no mercado paralelo.

Além do custo da peça, o prejuízo total pode aproximar-se dos mil euros, dado que os vidros traseiros modernos incluem frequentemente sensores e resistências térmicas. Embora esta prática esteja, para já, mais concentrada em zonas urbanas de Londres, o fenómeno já acendeu os sinais de alarme entre proprietários e especialistas de segurança automóvel em toda a Europa.

Redação