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Próxima semana traz novo aumento no preço dos combustíveis. Quanto sobem?

Haverá um novo agravamento significativo do preço da gasolina e do gasóleo, na sequência da guerra no Médio Oriente, entre EUA, Israel e Irão. A subida deverá ser mais acentuada no gasóleo.

Apróxima semana traz um novo aumento no preço dos combustíveis, sendo que a subida será mais pesada no caso do gasóleo.

De acordo com as previsões do setor, haverá um novo agravamento significativo do preço da gasolina e do gasóleo, na sequência da guerra no Médio Oriente, entre EUA, Israel e Irão.

preço do gasóleo deverá aumentar 8 cêntimos por litro, enquanto que a gasolina pode ficar 3,5 cêntimos mais cara a partir da próxima segunda-feira, de acordo com as estimativas do Automóvel Club de Portugal (ACP).

“Caso se confirmem as previsões para a próxima semana, segundo fontes do setor, o preço médio do gasóleo simples vai disparar para 2,158 euros por litro, enquanto o preço médio da gasolina simples 95 deverá subir para 1,952 euros por litro”, lê-se numa nota publicada no site da ACP.

Recorde-se que esta previsão de preços consiste em valores médios com base nos preços da matéria-prima no fecho dos mercados. “Ou seja, no final desta sexta-feira, havendo maior agravamento nas cotações do crude e dos combustíveis, o aumento real poderá ser ainda maior”, adianta a ACP.

Devemos viajar menos? Bruxelas faz aviso

A Comissão Europeia alertou esta semana para uma “potencial perturbação prolongada” no setor energético da União Europeia (UE) devido ao conflito no Médio Oriente, propondo medidas para redução da procura de petróleo e para consumo mais moderado de combustíveis.

O comissário europeu da Energia, Dan Jørgensen, instou numa carta enviada aos países que se assegure “uma boa coordenação”, bem como se equacione “a promoção de medidas de redução da procura, com especial atenção ao setor dos transportes”, disse a instituição em comunicado.

“A segurança do abastecimento da União Europeia continua garantida, mas temos de estar preparados para uma potencial perturbação prolongada do comércio internacional de energia. É por isso que precisamos de agir já e precisamos de agir em conjunto, como uma verdadeira União”, disse Dan Jørgensen, citado pela nota de imprensa.

No comunicado, Bruxelas defendeu que, “no mesmo espírito, os Estados-membros devem abster-se de adotar medidas que possam aumentar o consumo de combustíveis, limitar a livre circulação de produtos petrolíferos ou desincentivar a produção das refinarias da UE”.

“Devem também consultar os Estados-membros vizinhos e a Comissão a fim de preservar a coerência à escala da UE e o funcionamento do mercado interno”, acrescentou.

O executivo comunitário adiantou que, “para salvaguardar a disponibilidade de produtos petrolíferos no mercado da UE, qualquer manutenção não urgente das refinarias deverá ser adiada”.

“Ao mesmo tempo, o aumento da utilização de biocombustíveis poderá ajudar a substituir os produtos petrolíferos fósseis e aliviar a pressão sobre o mercado”, sugeriu.

Em causa estão preparativos “atempados e coordenados” pedidos por Bruxelas para garantir o abastecimento de petróleo e de produtos petrolíferos refinados na UE dada a volatilidade do mercado decorrente do conflito no Médio Oriente e o encerramento do Estreito de Ormuz.

Os EUA e Israel lançaram, em 28 de fevereiro, um ataque militar contra o Irão e, em resposta, Teerão encerrou o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial.

Como consequência, o tráfego de petroleiros no estreito caiu drasticamente e aumentou a instabilidade relacionada com a oferta, pressionando os preços, com o petróleo a ultrapassar os 100 dólares por barril.

A UE enfrenta, assim, uma crise energética marcada não pela escassez imediata de fornecimento, mas pelo aumento acentuado dos preços de energia.

Redação