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Agente funerário escondeu dezenas de cadáveres e entregou cinzas erradas às famílias

Um agente funerário britânico declarou-se culpado, esta quinta-feira, de 30 acusações de impedir um enterro legal, por não cremar os corpos e entregar cinzas erradas às famílias.

A polícia local encontrou 35 corpos e 100 conjuntos de cinzas durante uma operação na agência funerária Legacy Independent Funeral Directors, na cidade de Hull, em março de 2024. A polícia determinou que deveriam existir apenas quatro corpos no local “e outros foram identificados como estando ali há muito mais tempo do que o necessário”.

A Polícia de Humberside afirmou, em comunicado, tratar-se de “uma investigação incrivelmente dolorosa e complexa, que durou 16 meses”, motivada pela “preocupação com o cuidado dos falecidos”.

Robert Bush, de 48 anos, admitiu 30 acusações de impedir um enterro legal e digno, totalizando agora 67 acusações, após uma audiência anterior. Foi libertado sob fiança até à audiência de sentença, marcada para 27 de julho, mas o juiz Nicholas Hilliard avisou-o de que uma pena de prisão era “inevitável”.

A prática de fraude envolve planos funerários que incluem “mais de 150 pessoas”, disse o procurador Chris Paxton, com 240 pessoas prestes a apresentar declarações de impacto da vítima em tribunal.

Bush já se tinha declarado culpado de 30 acusações de fraude por falsa representação relacionadas com as mesmas 30 pessoas, dizendo às famílias enlutadas que os corpos tinham sido cremados quando, na verdade, ainda estavam na agência funerária. Admitiu ainda quatro acusações de fraude após perdas gestacionais por apresentar cinzas a mulheres alegando falsamente que eram os restos mortais dos seus bebés ainda não nascidos. Foi também considerado culpado de roubo de uma dúzia de instituições de caridade por não transferir os donativos recolhidos nos funerais.

Redação com agências