Susana Gravato, vereadora do município de Vagos, foi vítima de um homicídio às mãos do próprio filho de 14 anos em outubro de 2025.
Hoje, dia 17 de abril, decorre a leitura do acordão do Tribunal de Família e Menores de Aveiro, no âmbito do Processo Tutelar Educativo instaurado pelo Ministério Público (MP). O rapaz de 14 anos está a ser julgado à porta fechada por um crime de homicídio qualificado, mas a leitura é aberta ao público.
No tribunal foi dito que a família foi almoçar junta nesse dia, em frente à residência, numa rotina aparentemente normal. A dinâmica familiar era marcada por uma postura mais protetora por parte da vítima, que estabelecia regras no quotidiano familiar.
O jovem dá um beijo na testa da mãe, pede para sair mais cedo do almoço, e manda mensagem ao amigo para ir ter com ele. Depois prepara tudo: vai ao cofre do pai, tira a arma e vai a uma gaveta buscar dinheiro e a outra tirar mais 1000 euros. Sabia que os pais escondiam dinheiro, mais de 32 mil euros e vai a um outro sitio buscar essa quantia e coloca tudo numa mochila que coloca na garagem.
Enquanto isto, Susana regressa a casa e está ao telefone com uma funcionária da Câmara e percebe que o filho aparece nas suas costas com arma apontada. O menor conta que a mãe terá dito que “está tudo bem, tem calma”, mas ele dá dois tiros e mata-a deixando-a estendida no sofá e tapa-a. Dá ainda um tiro no telemóvel da mãe na tentativa de simular um assalto. Coloca ainda fita numa câmara de videovigilância.
Segundo os juízes, o menor não manifesta qualquer tipo de arrependimento.
Redação com NDC






