Processos estavam pendentes de decisão e foram considerados prioritários, tendo sido todos concluídos até 20 de abril
O ministro da Administração Interna revelou ter assinado vários despachos de expulsão de elementos das forças de segurança, garantindo uma atuação firme perante comportamentos desviantes. Desde que tomou posse, a 23 de fevereiro, já foram decididos 20 processos disciplinares com penas expulsivas.
“Até ao dia 20 de abril, foram já decididos e despachados todos os processos – 20 no total – que se encontravam naquela situação, estando, neste momento, as Forças de Segurança a começar a divulgar as penas disciplinares aplicadas, através da sua publicação, em Diário da República. Onze destes processos diziam respeito a agentes da Polícia de Segurança Pública e nove a militares da Guarda Nacional Republicana, todos com penas/medidas expulsivas”, revela o Ministério da Administração Interna numa resposta enviada à CNN Portugal.
Na terça-feira, durante a inauguração das novas instalações do Comando Sub-Regional na Guarda, Luís Neves sublinhou que não é admissível manter ao serviço profissionais que tenham cometido crimes, mesmo que os factos remontem a anos anteriores, defendendo que o incumprimento conduz inevitavelmente à expulsão.
“Não tenho um número de cabeça, já foram vários. Eu assinei despachos relativamente a factos que foram cometidos há muitos anos. E isso não é possível, manter pessoas ao serviço, que até já foram condenados”.
Na nota, o ministério lembra que “desde o início das suas funções que o Ministro da Administração Interna afirmou que seria inflexível com os elementos das Forças de Segurança que não demonstrassem ter as competências adequadas ao exercício da função e que seria muito firme em relação a comportamentos desviantes”.
O ministro reiterou o compromisso de rigor e exigência na atuação das forças de segurança, bem como o reforço da formação nas áreas do policiamento e dos direitos.
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