A Queima das Fitas de Coimbra vai decorrer entre os dias 22 e 30 de maio, na Praça da Canção, e a menos de um mês do início da festa académica já se conhecem todos os artistas que compõem o cartaz deste ano. Numa aposta clara na internacionalização, Carlos Missel, coordenador-geral da comissão organizadora, assume que a escolha de artistas brasileiros – serão cerca de 10 – pretende responder e «agradar ao público mais jovem».
«Este ano, a estratégia mudou um pouco. Em vez de termos um dia muito forte, tentámos equilibrar os artistas para termos mais pessoas em vários dias», explicou o coordenador-geral, responsável pela realização das últimas edições da maior festa académica do país e que se despede este ano do cargo.
«Conseguimos diversificar não só a escolha de artistas, mas também o estilo musical dos artistas e acreditamos que o cartaz vai ser um sucesso», sublinhou.
As noites de Parque vão começar no dia 22, sexta-feira, com hip-hop ao som de Plutonio, Lon3r Johny e Vespa Asiática, e no dia seguinte (23) Dillaz e Mandragora regressam ao palco principal para uma noite dedicada ao rap português e à música eletrónica. Em dia de cortejo alegórico (domingo, 24) a escolha recaiu no “repetente” Quim Barreiros. Na noite de 25 o cartaz conta com nomes como Slow J, Badoxa e Papillon e a noite seguinte é dedicada aos artistas internacionais, vindos do outro lado do oceano. Melody e Luan Pereira vão trazer o funk, pop e sertanejo até Coimbra. Morad e Julinho KSD são os artistas escolhidos para a noite de Parque de 27 de maio. Na sexta-feira, já na reta final, Cabelinho convida TZ da Coronel, Chefin e Locos para atuarem na Queima das Fitas. No sábado, Orochi, Chico da Tina e Yasmine prometem animação em cima do palco principal na Praça da Canção.
A festa acaba com uma noite dedicada ao Antigo Estudante. «Para esta noite eu conto sempre com a ajuda do magnífico reitor Amílcar Falcão para escolher as bandas e conseguimos sempre um equilíbrio. Os GNR foi uma sugestão dele e os Fingertips foram uma opção porque são antigos mas também agradam a um público mais jovem», explicou Carlos Missel.
«No fundo procuramos as tendências mais atuais, porque é o público mais jovem que participa na Queima das Fitas, que é o público que tem mais interesse na festa e por isso tentamos agradar», defendeu.
Apesar de algumas críticas, Carlos Missel assume que a principal prioridade é «dar passos responsáveis» nas contas da Queima das Fitas que, este ano, terá um investimento de 2,2 milhões de euros.
«É semelhante ao orçamento do ano passado e inclusiva tentámos baixar a despesa em algumas partes, não tanto no cartaz, mas sim no resto da festa». Nesse sentido e face à situação económica global, a organização da Queima das Fitas optou por reduzir o preço do bilhete geral em cinco euros e os bilhetes pontuais serão reduzidos em um euro para «atrair mais estudantes». Quanto ao local das noites da festa, decidiu, nesta edição, diminuir o espaço e «aglomerar» as infraestruturas, dando resposta a «algumas críticas» ao tamanho do recinto. «O recinto vai ter três palcos, sendo que num deles vamos ter o conceito House 360º, e Palco RUC. Tentámos aglomerar e rentabilizar o espaço ao máximo», salientou.






