Avistaram um BMW branco a circular sem luzes ligadas e em contramão, no Monte da Caparica, e mandaram o condutor parar, mas este fugiu a pé, tropeçou e caiu de um muro. Quando os militares da GNR da Trafaria o alcançaram, já no chão, agrediram-no com socos, bofetadas e pontapés. Depois, para justificar as agressões infligidas, escreveram no auto de notícia que o homem, com cadastro por violação e tráfico de droga, estava armado com uma faca de 18 centímetros e teve de ser neutralizado, versão que o tribunal considerou falsa.
Três guardas foram condenados a quatro anos e meio de prisão, com pena suspensa, por ofensa à integridade física qualificada e falsificação agravada de documento, ficando ainda proibidos de exercer funções durante cinco anos. A decisão acaba de ser confirmada pelo Tribunal da Relação de Lisboa, que negou provimento ao recurso do Ministério Público, o qual pretendia também a condenação pelo crime de tortura, na sequência de alegadas agressões com bastão ocorridas no posto, bem como aos recursos dos três militares, que, apesar de terem aceitado a condenação, queriam ver diminuída a duração da pena acessória de proibição do exercício de funções.






