A Direção Nacional da PSP anunciou a abertura de um processo disciplinar e o afastamento das funções de investigação criminal de um agente, suspeito de uma alegada fuga de informação no âmbito do processo que envolve as esquadras do Rato e do Bairro Alto, em Lisboa.
Em comunicado, a força de segurança esclarece que o suspeito “não integrava a equipa de investigação do inquérito”. A sua identificação ocorreu na sequência de notícias publicadas nos últimos dias, que davam conta de uma possível fuga de informação antes das diligências realizadas na passada terça-feira.
De acordo com a PSP, a responsabilidade criminal do agente será agora apurada no âmbito do respetivo inquérito judicial, que corre trâmites nos tribunais.
A polícia recorda ainda que a investigação original relativa aos incidentes nas duas esquadras partiu de uma denúncia da própria PSP, que coadjuvou o Ministério Público durante todo o processo. Essa investigação inicial resultou, até ao momento, na acusação de dois agentes.
O inquérito que se encontra atualmente em curso — e que motivou o recente afastamento — teve origem numa certidão extraída do processo principal. Esta operação culminou recentemente na detenção de vários polícias e na aplicação da medida de coação de prisão preventiva a 11 arguidos.
A investigação prossegue sob a direção do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa, contando com o apoio contínuo da PSP.
Redação com JN.PT





