Dezenas de pais concentraram-se, esta sexta-feira, junto à Escola Básica de São Lázaro, em Braga, para denunciar o que consideram ser um “grave abandono” das condições de saúde e bem-estar das crianças, devido à falta de ar condicionado no estabelecimento de ensino. Segundo os encarregados de educação, o problema arrasta-se há oito anos, sem que tenha sido encontrada uma solução definitiva por parte da autarquia.
Os pais acusam o município de continuar a adiar uma intervenção eficaz, apesar das sucessivas reclamações feitas desde 2018, ano em que a escola foi requalificada. De acordo com um documento distribuído durante o protesto, o sistema de climatização “está frequentemente inoperacional”, sendo apenas alvo de reparações temporárias que deixam de funcionar poucos dias depois.
A situação, dizem os encarregados de educação, está a afetar diretamente a saúde e o rendimento escolar dos alunos. Durante os períodos de maior calor, as salas atingem temperaturas “insuportáveis”, provocando dores de cabeça, exaustão e dificuldades respiratórias nas crianças. Já no inverno, os alunos são obrigados a assistir às aulas com casacos grossos, mantas e aquecedores portáteis levados por famílias e professores para combater o frio.
Os manifestantes consideram “inadmissível” que crianças sejam sujeitas durante anos a condições tão precárias numa escola pública, acusando a Câmara de Braga de desvalorizar um problema que põe em causa a concentração, o conforto e a saúde dos estudantes.
O tema chegou à reunião de Câmara desta sexta-feira pela voz do vereador da Iniciativa Liberal, Rui Rocha, que criticou o prolongado atraso na resolução do problema e alertou para a gravidade da situação. “Há um limite para aquilo que as famílias podem continuar a suportar”, afirmou, lembrando que os últimos dias de calor agravaram ainda mais as dificuldades dentro das salas de aula.
Em resposta, o presidente da Câmara de Braga, João Rodrigues, reconheceu que o equipamento tem registado avarias constantes desde 2018 e explicou que, neste momento, o sistema aguarda a substituição de uma peça que apenas deverá chegar na próxima semana. O autarca garantiu que o município está “atento” ao caso, embora os pais considerem que as respostas continuam a chegar tarde para quem enfrenta diariamente condições extremas dentro da escola.
Redação






