Michael Douglas vai regressar ao grande ecrã para integrar o elenco de “White Lies”, a nova e derradeira longa-metragem de ficção de Oliver Stone como realizador e argumentista. O projeto, descrito pelo cineasta como profundamente pessoal, levou o ator norte-americano a adiar a retirada do cinema, depois de ter admitido uma semi-reforma no ano passado.
O filme marca o reencontro entre Douglas e Oliver Stone, quase quatro décadas após “Wall Street” (1987), obra que valeu ao ator o Óscar de Melhor Ator pela inesquecível interpretação de Gordon Gekko, e depois da sequela “Wall Street: O Dinheiro Nunca Dorme”, lançada em 2010.
Em julho de 2025, Michael Douglas revelou que apenas regressaria ao cinema se surgisse “algo especial”, condição que considera agora preenchida com este novo projeto.
“White Lies” é um filme que Oliver Stone tentou concretizar durante mais de uma década e que só conseguiu financiar recentemente com apoio europeu. As filmagens decorreram entre Itália, Bulgária e Tailândia e já foram concluídas.
Com Josh Hartnett no papel principal, o drama acompanha um homem filho de pais divorciados que acaba por repetir os mesmos erros na sua própria família, embarcando numa jornada de autodescoberta marcada por conflitos pessoais e pela procura de um novo rumo para a sua vida.
O elenco conta ainda com Willem Dafoe, Ellen Barkin, Yvonne Chapman e Homer Gere, filho do ator Richard Gere.
Aos 79 anos, Oliver Stone apresenta aquele que deverá ser o seu adeus ao cinema de ficção, afastando-se da vertente política que marcou grande parte da sua carreira para contar uma história de cariz mais íntimo e autobiográfico. O realizador, vencedor de vários Óscares por filmes como “Platoon” e “Nascido a 4 de Julho”, não assinava uma longa-metragem de ficção desde “Snowden”, em 2016.
Redação com agências






