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Ex-jogador do Benfica morre aos 43 anos. Nuno Gomes, Cardozo e Luisão já reagiram

Manú, antigo jogador do Benfica, morreu aos 43 anos num acidente de viação em Sobral de Monte Agraço. Nuno Gomes, Luisão e antigos colegas deixaram mensagens de pesar.

O futebol português está de luto. Emanuel Jesus Bonfim Evaristo, conhecido no meio desportivo simplesmente como Manú, morreu este sábado, 11 de julho, aos 43 anos, na sequência de um acidente de viação ocorrido em Vermões, no concelho de Sobral de Monte Agraço.

A notícia foi inicialmente avançada pelo portal “Flashscore” e posteriormente confirmada pelo Alverca, clube no qual o antigo extremo completou a formação e deu os primeiros passos como jogador profissional. O Benfica, que Manú representou na temporada de 2006/07, também emitiu uma nota de pesar.

As circunstâncias detalhadas do acidente não foram ainda divulgadas pelas autoridades. É conhecida apenas a localização da ocorrência e a confirmação de que o antigo futebolista não resistiu.

Numa publicação divulgada nas redes sociais, o Benfica manifestou “profundo pesar” pela morte do antigo jogador e recordou a passagem do extremo pela equipa principal. “Manú representou o Benfica com dedicação e orgulho durante a temporada de 2006/07, onde completou 17 jogos”, escreveu o clube, endereçando condolências à família, aos amigos e a todos os que conviveram com o antigo futebolista.

A publicação rapidamente se transformou num espaço coletivo de homenagem. Entre as reações encontram-se as de Nuno Gomes, Oscar Cardozo e Luisão, que partilharam o balneário encarnado com Manú na época de 2006/07, ou do antigo médio brasileiro Amaral. “Descansa em paz amigo Manú 😢❤️”, escreveu o antigo avançado, que era capitão do Benfica na época em que Manú esteve na Luz. “Descansa en paz amigo 🕊” postou também Oscar “Tacuara” Cardozo. Luisão escreveu: “Que Descanse em paz meu amigo 🙏🏾. Notícia triste”.

“Que Descanse em paz meu amigo 🙏🏾. Notícia triste”.

 

Os antigos jogadores juntaram-se às muitas figuras ligadas ao Benfica e ao futebol português que reagiram à notícia, através de mensagens e símbolos de pesar. Mais do que despedidas formais, as reações mostram o impacto que a morte inesperada de um antigo companheiro teve em quem dividiu com ele treinos, viagens e jogos.

Nuno Gomes era capitão do Benfica na temporada em que Manú integrou a equipa principal, enquanto Luisão já era uma das principais figuras do eixo defensivo encarnado. Os três fizeram parte de um plantel orientado por Fernando Santos e que incluía ainda jogadores como Simão Sabrosa, Petit, Rui Costa, Nélson, Nuno Assis, Katsouranis e Miccoli.

Da formação ao Benfica e à Liga dos Campeões

Manú nasceu a 28 de agosto de 1982, em Setúbal. Depois de passar pela formação do Vitória de Setúbal, concluiu o percurso juvenil no Alverca, clube no qual se estreou como sénior.

Seguiram-se o Lourinhanense e a transferência para o Benfica, em 2004. Antes de se fixar temporariamente na equipa principal das águias, foi emprestado aos italianos Modena e Carpenedolo e, posteriormente, ao Estrela da Amadora. Foi precisamente na Reboleira que viveu uma das melhores temporadas da carreira. Em 2005/06, o extremo destacou-se ao serviço do Estrela, contribuindo com sete golos para a manutenção da equipa na Primeira Liga. O desempenho valeu-lhe o regresso à Luz e um novo contrato com o Benfica.

Na época seguinte, Fernando Santos deu-lhe oportunidades logo no início da temporada. Manú participou nos dois jogos da terceira pré-eliminatória da Liga dos Campeões diante do Áustria de Viena, eliminatória que garantiu ao Benfica o acesso à fase de grupos.

O extremo voltou a ser utilizado na competição europeia diante do Copenhaga. De acordo com a contabilização agora divulgada pelo Benfica, terminou a passagem pela equipa principal com 17 encontros oficiais.

A velocidade era a sua característica mais evidente. Atuando preferencialmente junto às linhas, Manú procurava desequilibrar através da aceleração e da capacidade de transportar a bola, embora tivesse de disputar espaço num plantel onde as posições ofensivas eram ocupadas por nomes como Simão, Nuno Gomes, Fabrizio Miccoli e Karagounis.

Estrela da Amadora e Marítimo foram os clubes onde mais se destacou

Sem conseguir afirmar-se definitivamente na Luz, Manú voltou a sair por empréstimo e representou o AEK de Atenas, na Grécia. Seguiu-se uma passagem mais longa pelo Marítimo, clube pelo qual somou 61 encontros, cinco golos e quatro assistências.

Antes disso, no Estrela da Amadora, havia alcançado sete golos e duas assistências em 32 partidas, números que fizeram daquele período um dos mais produtivos da sua carreira em Portugal.

O percurso levou-o depois ao Legia de Varsóvia, na Polónia, e ao Beijing Guoan, na China. Jogou ainda no Chipre, ao serviço do Ermis Aradippou e do Pafos, antes de regressar ao futebol português.

Nos últimos anos como jogador representou o Cartaxo e o Vilafranquense, onde terminou a carreira. Ao longo de mais de uma década, passou por Portugal, Itália, Grécia, Polónia, China e Chipre, construindo um percurso muito mais extenso do que a breve passagem pela equipa principal do Benfica poderia sugerir.

O Alverca, clube com o qual Manú manteve uma ligação especial, recordou a dedicação demonstrada durante as duas épocas e meia em que representou a equipa profissional, depois de ter cumprido ali o último ano de formação.

“Foi no Ribatejo que deu os seus primeiros passos como sénior, sendo este percurso demonstrativo da ligação que construiu com o nosso emblema ao peito, sempre com a maior dedicação, profissionalismo e entrega”, escreveu o clube. O comunicado termina com uma despedida simples: “Até sempre, Manu.”

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