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Acusado de matar filha de Delfina Cruz e guardar corpo sete dias na arrecadação

Um homem de 35 anos foi acusado de matar Maria Custódia Amaral, filha da atriz Delfina Cruz, na Lourinhã e de ocultar o corpo. O arguido, que já fora companheiro da vítima, terá mantido o cadáver sete dias na sua habitação, antes de o enterrar no areal da Lagoa de Óbidos.

Segundo a acusação, citada pela Lusa, a 16 de janeiro deste ano, o arguido contactou Maria Custódia para avançar com a venda da sua habitação e para lhe entregar cópia da escritura da casa, em São Bartolomeu dos Galegos, Lourinhã.

A vítima, que trabalhava numa imobiliária nas Caldas da Rainha, acedeu a deslocar-se à casa do suspeito, local onde este viria a concretizar o plano que tinha “previamente elaborado” por motivos desconhecidos, refere a acusação, datada de 10 de julho.

Numa divisão desocupada da casa, o arguido amarrou os braços da vítima, “despiu-a na totalidade, agrediu-a” e “enrolou película aderente em volta da cabeça”, descreve o Ministério Público (MP).

Deixou-a morrer asfixiada e depois enrolou corpo em sacos plásticos

Segundo a acusação, a mulher acabou por morrer devido à obstrução das vias respiratórias. O homem “permaneceu indiferente e deixou-a morrer”. Depois, enrolou o corpo e as suas roupas em sacos de plástico e escondeu-o na arrecadação da casa.

Levando consigo o telemóvel e o computador da mulher, saiu no carro dela e foi até às Caldas da Rainha, tendo estacionado e entrado a pé no Parque D. Carlos I, onde “atirou o telemóvel da vítima para o lago e colocou o computador dentro de um caixote do lixo”. Dirigiu-se depois para Peniche, onde abandonou a viatura e apanhou um táxi para casa.

Nos três dias seguintes, manteve o corpo da vítima na arrecadação e procurou ocultar a autoria dos crimes, limpando vestígios e enviando mensagem para o telefone da ofendida a questionar se “estava tudo bem”. A 23 de janeiro, durante a noite, enrolou o corpo da vítima em cobertores, colocou-o na bagageira do carro e levou-o para a Lagoa de Óbidos, onde o enterrou.

Depois de ter sido dado conhecimento do desaparecimento da mulher, a Polícia Judiciária começou a investigar o caso e fez uma busca à residência do homem, onde encontrou vestígios do crime. O principal suspeito e agora arguido tinha na sua posse cartões bancários da vítima, a chave do carro e a roupa que ela usava no dia em que desapareceu.

Acusado de um crime de homicídio qualificado e outro de profanação de cadáver, o homem está a aguardar julgamento em prisão preventiva desde 2 de fevereiro, quando foi presente ao juiz de Instrução Criminal para primeiro interrogatório judicial.

REdação JN.PT