Search
Close this search box.

Cidadão português encontrado com vida no Nepal após enxurrada que já provocou mais de mil mortos

Um dos cidadãos portugueses que se encontrava desaparecido no seguimento da enxurrada de 26 de agosto foi localizado com vida no Nepal, confirmou ao Diário de Notícias fonte do Ministério dos Negócios Estrangeiros. De acordo com a mesma fonte, duas portuguesas permanecem desaparecidas, existindo ainda outro cidadão nacional na lista de desaparecidos no lado chinês.

A notícia surge numa altura em que o total de vítimas mortais da tragédia na região de fronteira entre o Nepal e o Tibete já ultrapassou a barreira dos mil mortos, segundo os dados mais recentes das autoridades nepalesas. A informação prestada pela China tem sido mais reservada e atualizada com menor frequência.

O mais recente balanço da Autoridade Nacional de Redução e Gestão do Risco de Desastres do Nepal, divulgado às 13:00 locais (08:15 em Lisboa) desta terça-feira, 1 de setembro, confirma a recuperação de 1003 corpos e indica que 3916 pessoas continuam desaparecidas. Os dados do Turismo nepalês detalham que, entre os desaparecidos, figuram 583 cidadãos estrangeiros.

No lado chinês, o balanço disponibilizado no domingo, 30 de agosto, contabiliza 16 vítimas mortais e 546 desaparecidos, dos quais 261 são estrangeiros.

Na origem do desastre esteve o colapso de um glaciar no lado chinês, a 26 de agosto, que desencadeou uma vaga de destruição ao longo das populações situadas nos vales dos Himalaias.

As operações de busca e salvamento no Nepal já permitiram a evacuação de 11 884 pessoas das zonas afetadas. As Forças Armadas locais realizaram 592 missões de helicóptero, garantindo o resgate de 273 estrangeiros e 3509 cidadãos nepaleses.

No terreno prosseguem mobilizados 21 314 elementos das forças de segurança, entre militares e elementos policiais.

O relatório oficial regista ainda 279 feridos, dos quais 168 já receberam alta hospitalar. As equipas médicas militares prestaram cuidados a cerca de 2740 pessoas desde o início dos trabalhos de socorro.

Milhares de desalojados mantêm-se alojados em centros de acolhimento temporário, sobretudo nos distritos de Nuwakot, Rasuwa e na região de Katmandu, enquanto prosseguem as buscas por sobreviventes. Do lado chinês, a agência oficial Xinhua reporta a participação de 2141 operacionais nas missões de resgate, integrando elementos do Exército de Libertação Popular, da Polícia Armada Popular e de várias equipas especializadas de salvamento.

Redaçãao com DN