O alemão Christian Brueckner, apontado como principal suspeito no desaparecimento de Madeleine McCann, admitiu que estava a cerca de 150 metros do apartamento onde a menina britânica passava férias, na Praia da Luz, na noite em que desapareceu, em 2007, mas voltou a negar qualquer envolvimento no caso.
Numa entrevista ao jornal britânico “Mail on Sunday”, divulgada este domingo, Brueckner, de 49 anos, afirmou que estava na Praia da Luz naquela noite a vender droga e revelou, pela primeira vez publicamente, a sua versão sobre o que fazia na zona quando Maddie desapareceu.
“Estava na praia, não muito longe do hotel da Maddie, a vender drogas”, afirmou.
Segundo o alemão, tinha estado em Espanha e levado marijuana para Portugal. A cerca de 150 metros do local onde a família McCann estava instalada, conta que foi mandado parar três vezes pela polícia naquela noite, enquanto as autoridades procuravam Madeleine.
“Por sorte, não encontraram as drogas; a minha carrinha estava cheia delas”, relatou.
Brueckner disse que estava a tentar abandonar rapidamente a Praia da Luz quando percebeu a presença policial, descrevendo uma zona com luzes de emergência e vários controlos.
“Estava a tentar fugir rapidamente”, afirmou, acrescentando que pensou apenas em sair dali.
Ao tabloide, o alemão explicou também por que razão, até agora, tinha evitado falar publicamente sobre o seu paradeiro naquela noite. Segundo Brueckner, decidiu permanecer em silêncio porque considera que as autoridades pretendem responsabilizá-lo pelo desaparecimento de Madeleine.
“Fiquei calado porque a polícia quer incriminar-me pelo caso da Maddie”, afirmou.
“Não tenho nada a ver” com o desaparecimento
Apesar de admitir que estava muito perto do apartamento na noite do desaparecimento, Brueckner insiste que não teve qualquer participação no caso.
“Não tenho nada a ver com o desaparecimento da menina”, declarou ao jornal britânico.
O suspeito afirmou ainda que ficaria satisfeito se Madeleine aparecesse viva, argumentando que isso demonstraria, segundo a sua versão, que as suspeitas contra si não tinham fundamento.
“Ficaria feliz se a Maddie aparecesse amanhã”, afirmou, acrescentando que, nesse cenário, “todos entenderiam” que as acusações contra si tinham sido fabricadas.
Brueckner reconheceu, contudo, que, enquanto Madeleine continuar desaparecida, continuará a ser considerado o principal suspeito.
“Mas isso provavelmente não vai acontecer, por isso continuo a ser o principal suspeito”, afirmou.
Madeleine McCann desapareceu do apartamento de um aldeamento turístico no qual dormia com os irmãos gémeos, de dois anos, na Luz, em 3 de maio de 2007, enquanto os pais jantavam com amigos, a poucos metros de distância.
Em 2020, a polícia alemã declarou Brückner o principal suspeito do alegado sequestro e suposto assassínio da criança, mas não se formalizaram quaisquer acusações.
Redação com Mail on Sunday






