O estreito da Florida, com cerca de 150 quilómetros de largura, separa Cuba de Miami. Mas as diferenças vão além do idioma, Governo ou país. Veem-se nas ruas sem luz, nas casas sem água e nos hospitais sem equipamentos. Havana atravessa uma crise energética sem precedentes e, segundo testemunhos ouvidos pelo JN, a situação não vai melhorar “durante os próximos anos”.
Vamos chamar-lhe Maria. Tem 36 anos, vive em Havana e, por medo de represálias que dá como certas, prefere não se identificar ao traçar o cenário de extrema carência em que Cuba está mergulhada. “O mais difícil aqui é a falta de eletricidade e tudo o que isso provoca, sobretudo a escassez de água”, relata a antiga jornalista, acrescentando que os problemas da rede elétrica começaram “há vários anos” e agravaram-se ao longo dos últimos meses, após a detenção de Nicolás Maduro, ex-presidente da Venezuela, que mantinha boas relações com o país, sendo o seu principal fornecedor de petróleo.
Redação com JN.PT






