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85% das vítimas de violência sexual online na infância continuam a sentir os efeitos na vida adulta

As consequências da violência sexual através de imagens online podem prolongar-se muito para lá da infância. Um novo relatório mostra que, para 85% dos sobreviventes, as experiências que viveram afetaram as suas vidas e 44% relatam ter tido pensamentos suicidas.

Um novo relatório da Protect Children revela o impacto duradouro que a violência sexual contra crianças através de imagens online pode ter na vida das vítmas, com consequências que se prolongam até à idade adulta e que afetam a saúde mental, relações pessoais, bem como a educação e emprego.

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De acordo com a organização, o relatório analisa os resultados de um inquérito internacional anónimo que analisa as experiências e os impactos da violência sexual contra crianças entre adultos sobreviventes, com os relatos de 114 participantes. Deste conjunto, 70 pessoas afirmam ter sido vítimas de, pelo menos, uma forma de violência sexual através de imagens online antes dos 18 anos.

Segundo os dados partilhados, 85% dos inquiridos afirmam que as experiências afetaram as suas vidas e 61% indicam que as suas vidas foram perturbadas. Para 47% dos participantes do inquérito, o impacto é descrito como significativo ou devastador.

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Os sobreviventes relatam impactos emocionais e psicológicos significativos. O relatório indica que 71% dos inquiridos experienciaram emoções, pensamentos ou memórias difíceis, com 69% a sentirem ansiedade, preocupação ou tristeza, além de dificuldades em realizar atividades do dia a dia. 44% relataram também pensamentos suicidas. 

Muitos dos sobreviventes procuraram lidar com as consequências das experiências que viveram através de comportamentos de risco. 29% afirmam ter recorrido ao álcool, drogas ou a outras substâncias e 24% relataram comportamentos de risco ou pouco seguros.

O impacto estende-se também às relações pessoais, à educação, ao emprego e ao acesso a cuidados de saúde, assim como à saúde sexual e os relacionamentos. Para 63% dos sobreviventes, as experiências que viveram afetaram a sua capacidade de ter ou desfrutar de relações sexuais, enquanto 53% disseram ter iniciado relações amorosas que consideravam infelizes, pouco saudáveis ou prejudiciais.

O relatório aponta ainda que 48% dos participantes afirmaram ter sido vítimas de novos episódios de violência sexual depois dos incidentes descritos no inquérito. Os sobreviventes relataram experiências posteriores de assédio, abuso e violência sexual, tanto online como presencialmente.

A Protect Children afirma que as conclusões do relatório mostram a necessidade de reforçar a prevenção e de compreender melhor a violência sexual através de imagens online, incluindo as diferentes formas que este tipo de violência pode assumir. A organização realça também que é fundamental disponibilizar às crianças formas seguras e acessíveis de denunciar casos de violência sexual.

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