O trânsito em Penela está num impasse crítico. O IC3 e a ER 347 (Estrada da Serra do Espinhal) permanecem cortados devido a graves abatimentos no piso, uma situação que está a deixar moradores e empresários locais à beira de um ataque de nervos.
A Câmara Municipal de Penela já reiterou vários apelos à Infraestruturas de Portugal (IP), exigindo uma solução urgente, especialmente para o IC3, uma artéria vital para a mobilidade e economia da região. O município declarou estar solidário com os munícipes e as empresas afetadas, unindo-se ao coro de críticas do Núcleo Empresarial de Penela, que reclama celeridade na resposta.
Sem Data para as Obras
Na passada quinta-feira, técnicos da IP, acompanhados por elementos da autarquia, estiveram no terreno a avaliar a extensão dos estragos e a monitorizar a evolução das fendas. Contudo, o problema persiste: ainda não existe uma data prevista para o arranque das obras de reparação.
O Perigo dos Desvios Ilegais
Enquanto a solução não chega, o cenário agrava-se. Têm surgido relatos preocupantes de condutores que desviam vedações e barreiras de sinalização para circular nas vias interditas — incluindo na EM 552 (Estrada de São Sebastião).
A autarquia reforça o aviso:
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Ilegalidade: Transpor estas barreiras constitui uma contraordenação grave.
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Segurança: A circulação nestas zonas é extremamente perigosa, dado o risco de novos desmoronamentos.
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Responsabilidade: Qualquer incidente nestas condições pode ter consequências trágicas e responsabilidades criminais.
Próximos Passos
Com a melhoria das condições meteorológicas, a Câmara Municipal prometeu avançar com uma inspeção rigorosa a todas as estradas municipais para detetar eventuais danos estruturais que ainda não sejam visíveis.
Até que as máquinas avancem no terreno, a questão que paira na região mantém-se: quando será restabelecida a normalidade nas principais ligações rodoviárias de Penela?
Redação






