A UEFA anunciou hoje as sanções ao Real Madrid na sequência dos incidentes racistas registados durante a receção ao Benfica, a 25 de fevereiro, em jogo da Liga dos Campeões. No entanto, o castigo — que inclui uma multa de 15 mil euros e a interdição parcial de um setor do Bernabéu (suspensa por reincidência) — está a ser classificado como insuficiente. Perante a gravidade dos factos, multiplicam-se as exigências de uma punição exemplar: a exclusão efetiva de adeptos e o banimento dos clubes de competições europeias.
A decisão do Comité de Controlo, Ética e Disciplina da UEFA foca-se no comportamento discriminatório de parte da massa adepta madrilena, onde se incluiu a exibição de simbologia nazi. Embora o Real Madrid tenha agido internamente para expulsar o sócio identificado, a comunidade desportiva internacional argumenta que multas pecuniárias não travam o flagelo do racismo no futebol.
O debate subiu de tom, com várias frentes a defenderem que apenas sanções desportivas extremas podem surtir efeito. A proposta passa pela exclusão imediata das competições europeias para clubes cujos adeptos ou jogadores (como no caso da investigação ainda em curso sobre o argentino Prestianni) reincidam em atos de ódio. “Multas são custos operacionais; a exclusão é a única linguagem que os clubes entendem”, defendem especialistas em ética desportiva.
Além do banimento institucional, exige-se que a UEFA e as autoridades espanholas implementem o impedimento vitalício de acesso a estádios para os infratores. Sem uma “mão de ferro” que retire os clubes das provas de elite, o protocolo antirracismo corre o risco de se tornar uma mera formalidade burocrática, incapaz de proteger jogadores como Vinícius Júnior e a integridade do desporto.
Redação






