Um corpo em avançado estado de decomposição foi descoberto esta quinta-feira, 26 de fevereiro, numa zona de mato em Tabuaço, no distrito de Viseu. Tudo indica tratar-se de Francisca Sousa, desaparecida desde junho de 2025.
Embora as autoridades ainda não tenham confirmado oficialmente a identidade, as fortes suspeitas recaem sobre Francisca Sousa, uma cozinheira brasileira de 45 anos. O cadáver foi descoberto por volta das 10:30 por trabalhadores que realizavam a limpeza de terrenos agrícolas junto ao cemitério local.
Apesar de o corpo não apresentar documentação, o cabelo longo aponta para uma vítima do sexo feminino. Contudo, o indício mais forte foi um molho de chaves encontrado junto ao cadáver: segundo o Jornal de Notícias, as chaves permitiram abrir a porta da residência de Francisca, situada a curta distância do local do achado.
Investigação da Polícia Judiciária
A Polícia Judiciária (PJ) foi imediatamente acionada devido às suspeitas de crime. O facto de a área já ter sido batida várias vezes por populares, bombeiros e forças de segurança nos últimos meses, sem sucesso, levanta questões sobre as circunstâncias da morte ou a deposição do corpo.
O cadáver foi transportado para o Instituto de Medicina Legal para ser autopsiado. Serão realizados exames de ADN, comparando o perfil genético da vítima com o do irmão, António Sousa, e dos pais, que residem no Brasil. Só após estes procedimentos científicos será confirmada a identidade.
O mistério do desaparecimento
Francisca Sousa vivia em Portugal há cerca de quatro anos. No dia 20 de junho de 2025, por volta das 22:00, terá saído de casa apenas para colocar um saco de lixo, levando consigo o telemóvel e as chaves. Nunca mais regressou. O alerta foi dado pelo seu patrão, que estranhou a ausência no trabalho.
O caso está envolto em contornos complexos:
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Relacionamento: Francisca mantinha uma relação com Luís Jesus, que se apresentava como médico cirurgião, mas que se veio a descobrir ser cantoneiro e casado há 15 anos.
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Atividade Digital: O irmão da vítima relatou alterações suspeitas na fotografia de perfil do WhatsApp e o apagamento de ficheiros do computador de Francisca já após o seu desaparecimento.
A investigação prossegue agora com o foco nos resultados da autópsia para determinar a causa da morte.
Redação






