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Chuvas mataram 211 e afetaram mais de 850 mil desde outubro em Moçambique

Pelo menos 211 pessoas morreram, 299 ficaram feridas e mais de 850 mil foram afetadas pela época das chuvas desde outubro em Moçambique, indica um relatório do instituto de gestão de desastres.

Segundo o documento do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), consultado hoje pela Lusa, foram afetadas um total de 853.941 pessoas, o correspondente a 197.131 famílias, havendo também 11 desaparecidos.

O relatório indica ainda que 12.490 casas ficaram parcialmente destruídas, 5.401 totalmente destruídas e outras 183.812 inundadas.

Um total de 241 unidades de saúde, 72 casas de culto, 135 blocos administrativos, 551 escolas, 1.621 salas de aulas, 321.897 alunos e 13.877 professores foram afetados.

O relatório do INGD aponta ainda para 554,603 hectares de áreas agrícolas afetadas, 287,810 perdidas, atingindo 365.137 agricultores. Também 530.998 animais morreram, entre bovinos, caprinos e aves, e foram afetados 6.542 quilómetros de estrada, 249 embarcações, 35 pontes e 123 aquedutos.

Desde outubro, o instituto moçambicano de gestão de desastres ativou 134 centros de acomodação, que albergaram 112.911 pessoas, dos quais 53 ainda estão ativos e com pelo menos 43.045 pessoas.

Moçambique ainda recupera das cheias de janeiro, que provocaram pelo menos 27 mortos e afetaram quase 725 mil pessoas.

O país africano foi também atingido pelo ciclone tropical intenso Gezani na noite de sexta-feira, que causou quatro mortos, um ferido grave e cerca de 500 pessoas afetadas na província de Inhambane, no sul de Moçambique, segundo dados preliminares avançados hoje pelo INGD.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inam) moçambicano avançou, no sábado, que o ciclone já não constitui perigo para o país e as autoridades admitem que os deslocados podem começar a regressar a casa.

Agências