Um avião da TAP foi forçado a realizar uma aterragem de emergência poucos minutos após a descolagem do Aeroporto de Gatwick, em Londres, devido a um incêndio provocado por um cigarro eletrónico. O incidente ocorreu em fevereiro, mas os detalhes foram apenas agora divulgados pelo Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e de Acidentes Ferroviários (GPIAAF), no seu boletim trimestral.
De acordo com o relatório, a 8 de fevereiro, o Airbus A320 (matrícula CS-TNJ), que operava a ligação entre Londres e o Porto, encontrava-se na fase de subida inicial quando a tripulação de cabina, na zona traseira da aeronave, detetou um forte cheiro a queimado. O chefe de cabina foi imediatamente alertado e a informação transmitida ao cockpit.
Num momento de tensão, doze passageiros levantaram-se e obstruíram o corredor, dificultando a intervenção. Contudo, a tripulação conseguiu identificar o foco do incêndio: uma bagagem de mão num dos compartimentos superiores. As chamas foram rapidamente extintas com o recurso a um extintor de cabina, dissipando-se o fumo logo de seguida.
A aeronave regressou de imediato ao aeroporto de origem, onde aterrou em segurança cerca de 14 minutos após a descolagem. No solo, uma equipa de bombeiros inspecionou o avião e removeu a bagagem para análise, confirmando-se que a origem do fogo fora o dispositivo eletrónico (vape).
Após garantido o bem-estar de todos os passageiros e tripulantes, e concluída uma inspeção técnica de segurança, o voo retomou o percurso rumo ao Aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto.
Embora o site especializado Aviation Herald tenha inicialmente reportado um “incêndio na cozinha”, os dados oficiais do GPIAAF esclarecem agora as causas reais do incidente. A aeronave acabou por descolar novamente cerca de 2h45 depois, chegando ao destino com o atraso correspondente.
Redação com noticiasaominuto






