Operação Babel: Patrocínio Azevedo condenado a oito anos e seis meses de prisão
O ex-vice-presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia, Patrocínio Azevedo, foi hoje condenado a uma pena de oito anos e seis meses de prisão, no âmbito do processo “Operação Babel”. A decisão foi lida no Tribunal de Vila Nova de Gaia, pondo fim a um julgamento que se prolongou por mais de um ano e que incidiu sobre esquemas de corrupção e viciação de normas em processos de licenciamento urbanístico na autarquia.
O antigo autarca, que chegou a estar em prisão preventiva durante quase dois anos, foi considerado culpado de crimes como corrupção passiva, prevaricação, branqueamento de capitais e recebimento indevido de vantagem. Além da pena de prisão, o tribunal determinou a proibição do exercício de funções públicas por um período de oito anos.
O coletivo de juízes considerou provado que Patrocínio Azevedo utilizou o seu cargo para favorecer interesses imobiliários, em prejuízo do interesse público, através da instrução irregular de processos que envolviam projetos de milhões de euros.
O processo não visou apenas o ex-autarca. No mesmo acórdão, o empresário Paulo Malafaia foi condenado a sete anos de prisão, enquanto Elad Dror, fundador do grupo Fortera, recebeu uma pena de seis anos. O advogado João Pedro Lopes foi também condenado a uma pena de sete anos e nove meses de prisão.
A Operação Babel centrou-se na investigação de um esquema que, segundo o Ministério Público, visava a agilização de procedimentos urbanísticos em troca de contrapartidas financeiras, num processo cujos interesses imobiliários em causa superavam os 300 milhões de euros.
Redação com JN.PT






