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Depois de ser insultado de anão, Prestianni não foi racista, foi homofóbico: esta é a defesa do jogador do Benfica

Impedido de jogar no Santiago Bernabéu contra o Real Madrid, o jogador argentino arrisca uma pena mais pesada

Gianluca Prestianni vai defender-se da acusação de racismo movida por Vinicius Júnior com uma outra acusação.

De acordo com o The Times, o jogador do Benfica pretende fazer parte da sua defesa com o que considerou ter sido um insulto do jogador do Real Madrid.

Escreve o jornal britânico que Prestianni vai queixar-se de que Vinicius Júnior o chamou de “anão”, e que foi isso que motivou uma reação do argentino do Benfica, ainda que não seja claro o que terá dito, já que tapou a camisola antes de disparar as palavras.

Ato contínuo, e isso já sabemos, o jogador do Real Madrid desatou a correr em direção árbitro da partida, que prontamente fez a sinalética de racismo, interrompendo o jogo por cerca de 10 minutos.

Enquanto decorre a investigação que se baseará quase totalmente na prova testemunhal que os jogadores que estavam no relvado vão dar, a UEFA decidiu suspender preventivamente Prestianni, impedindo o argentino de ajudar o Benfica a tentar dar a volta à eliminatória do playoff da Liga dos Campeões.

Ainda segundo o The Times, a defesa do jogador do Benfica vai focar-se em dois pontos: primeiro o de que foi insultado primeiro – a tal referência ao “anão” – e segundo que a resposta foi de cariz homofóbico e não racista.

Além disso, a defesa de Prestianni também se vai basear na condenação de qualquer linguagem racista ou de expressões discriminatórias.

De acordo com Vinicius Júnior, a expressão do jogador do Benfica foi “mono”, que em castelhano significa macaco. O próprio Kylian Mbappé garantiu ter ouvido a mesma palavra cinco vezes.

Só que Prestianni contradiz esta versão, garantindo que só disse “maricón”, que significa maricas e cai dentro de um insulto de cariz homofóbico.

Em todo o caso, e de acordo com o artigo 14 do código disciplinar da UEFA, a punição vale tanto para linguagem racista como homofóbica, pelo que dificilmente o jogador do Benfica se safa com uma absolvição.

Com o caso ainda a ser investigado e Prestianni a saber que vai falhar um jogo, o castigo pode chegar mesmo aos 10 jogos, precisamente a sanção aplicada a Ondrej Kudela, que em 2021 foi condenado por insultos racistas sobre Glen Kamara num Slávia de Praga – Rangers.

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