Sete homens foram detidos pela Polícia Judiciária (PJ) por suspeitas de integrarem um grupo criminoso organizado que alegadamente lesou empresas e entidades financeiras em mais de 1,6 milhões de euros. A operação, “Alta Gama”, decorreu em vários pontos do país e incluiu 13 buscas.
De acordo com a PJ, o grupo, que atuava de forma organizada desde, pelo menos, o início de 2024, recorria a “sócios de favor” para adquirir empresas. Através delas, conseguia obter financiamentos, mercadorias e carros de alta gama em regime de locação financeira, ou seja, com contratos que permitem pagar os veículos em prestações.
As autoridades suspeitam que os carros eram depois levados para o estrangeiro, onde recebiam uma nova matrícula antes de serem vendidos a terceiros, permitindo ao grupo obter lucro de forma ilegal.
Até ao momento, os prejuízos ultrapassam os 1,6 milhões de euros. A PJ acredita, contudo, que este valor poderá aumentar à medida que a investigação prosseguir e forem identificados novos prejuízos.
Durante a operação foram realizadas 11 buscas domiciliárias e duas em estabelecimentos comerciais nas zonas de Braga, Guimarães, Póvoa de Varzim, Vila do Conde, Guarda, Oliveira do Hospital, Albufeira, Quarteira e Vilamoura.
Além da detenção dos sete suspeitos, com idades entre os 49 e os 63 anos, a PJ apreendeu três viaturas, cerca de 40 mil euros em dinheiro e diversa documentação considerada relevante para a investigação.
Os detidos, suspeitos dos crimes de associação criminosa, burla qualificada e branqueamento de capitais, aguardam primeiro interrogatório judicial para aplicação das medidas de coação.
Redação






