A Entidade Reguladora da Saúde (ERS) está a investigar um caso de erro médico grave ocorrido numa unidade hospitalar [ou “num hospital”], onde uma criança de sete anos foi submetida a uma cirurgia errada. A menor deu entrada na unidade para a extração de um tumor benigno na face, mas acabou por ser operada a uma hérnia inguinal.
O incidente, que levanta sérias questões sobre os protocolos de segurança do hospital, terá ocorrido devido a uma falha na identificação da doente ou na troca de processos clínicos antes da entrada no bloco operatório. Segundo os contornos do caso, a equipa médica terá avançado com o procedimento destinado a outro utente, sem detetar a discrepância entre a patologia da criança e a intervenção realizada.
A família da criança já terá apresentado queixa junto das autoridades competentes e do conselho de administração da unidade de saúde. Por sua vez, a ERS confirmou a abertura de um processo de averiguações para apurar responsabilidades e verificar se houve falhas nos mecanismos de “check-list” cirúrgica, obrigatórios em todas as intervenções no Serviço Nacional de Saúde (SNS) e no setor privado.
O hospital em causa [nome do hospital, se disponível] já terá iniciado um inquérito interno e assegura estar a prestar todo o apoio clínico necessário à criança, que terá de ser submetida, posteriormente, à cirurgia originalmente planeada para a remoção do tumor facial.
Redação






