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Escritórios da rede social X alvo de buscas em França

As autoridades francesas de combate ao cibercrime realizaram, esta terça-feira, buscas nos escritórios franceses da rede social X, informou o Ministério Público de Paris.

A operação, que envolve a Europol, a agência policial da União Europeia, faz parte de uma investigação aberta em janeiro de 2025 para apurar se o algoritmo da X foi usado para interferir na política francesa.

Os procuradores franceses informaram que convocaram o proprietário da X, Elon Musk, para um depoimento voluntário em abril, no âmbito da investigação.

“As convocatórias para depoimentos voluntários no dia 20 de abril de 2026, em Paris, foram enviadas ao Sr. Elon Musk e à Sra. Linda Yaccarino, nas suas funções de gestores de facto e de direito da plataforma X à data dos acontecimentos”, lê-se no comunicado.

Yacarino demitiu-se do cargo de CEO da X em julho do ano passado, depois de dois anos à frente da empresa.

A investigação foi aberta após duas queixas, em janeiro de 2025, e alargada depois de outras queixas terem criticado o chatbot de Inteligência Artificial (IA) Grok pelo seu papel na disseminação de negações do Holocausto e deepfakes de natureza sexual, informou a acusação em comunicado.

Uma das denúncias partiu de Eric Bothorel, deputado do partido centrista do presidente Emmanuel Macron, que se queixou da “redução da diversidade de vozes e opções” e das “intervenções pessoais” de Musk na gestão da plataforma desde que assumiu o controlo.

A procuradoria de Paris confirmou a investigação na altura, denunciando os alegados algoritmos tendenciosos que poderiam ter “distorcido o funcionamento de um sistema automatizado de processamento de dados”.

Laurent Buanec, diretor da X em França, contestou a investigação em janeiro de 2025, afirmando que a X tinha “regras rígidas, claras e públicas” que protegiam a plataforma contra o discurso de ódio e a desinformação.

 

jn.pt