“Um novo estudo da Universidade da Califórnia, publicado na revista científica JAMA Network Open, revela que é possível prever o risco de demência através de uma análise ao sangue até 25 anos antes de surgirem os primeiros sintomas.
A investigação baseou-se no acompanhamento de mais de 2.700 mulheres ao longo de duas décadas e meia. Os investigadores identificaram que níveis elevados da proteína p-tau217 no sangue — um biomarcador associado às alterações cerebrais da doença de Alzheimer — estão fortemente correlacionados com o futuro desenvolvimento de défices cognitivos.
De acordo com Aladdin Shadyab, professor de Saúde Pública e autor principal do estudo, esta descoberta é fundamental para a medicina preventiva. Ao identificar o risco décadas antes de a memória ser afetada, abre-se uma janela de oportunidade para intervenções precoces e uma monitorização mais rigorosa, evitando que o diagnóstico seja feito apenas quando a autonomia do doente já está comprometida.
Atualmente, os diagnósticos de Alzheimer dependem frequentemente de exames dispendiosos ou invasivos. Esta nova abordagem, baseada em análises clínicas convencionais, promete tornar o rastreio da demência mais acessível e eficaz para a população em geral.”
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