O jovem acusado de tentar matar a tiro a sogra e outras duas pessoas que a acompanhavam, em julho de 2025, num posto de combustível na zona do Freixo, no Porto, diz que “nunca quis mal” à familiar. Esta segunda-feira, no Tribunal do Porto, alegou que fez os disparos apenas para afastar o carro que a sogra conduzia e que, segundo a sua versão, o tinha atropelado momentos antes.
Na primeira sessão do julgamento, que decorreu esta tarde no Tribunal de São João Novo, no Porto, Guilherme Costa, de 22 anos, rejeitou ter tido intenção de atingir qualquer ocupante do automóvel.
“Fui atropelado pela D. Diana. Efetuei um disparo para não ser atropelado uma segunda vez”, afirmou o arguido, referindo-se à sogra, que conduzia o veículo, e com quem teria divergências familiares.
Segundo o seu relato, o primeiro disparo ocorreu quando já se encontrava deitado no chão, depois de ter ficado debaixo da viatura. O segundo terá sido efetuado quando o carro fazia marcha-atrás, o terceiro quando o automóvel se preparava para abandonar o posto de combustível e um quarto disparo quando ele próprio, arguido, se dirigia para o seu carro, ali também estacionado naquele posto de abastecimento.
“Dei os disparos com o intuito de afastar o carro. Eu nunca quis acertar em ninguém, nunca quis mal à minha sogra”, declarou.
O arguido sustentou ainda que todos os tiros foram direcionados ao veículo e não às pessoas que seguiam no seu interior. “A D. Diana sabe perfeitamente que eu nunca dispararia contra ela”, acrescentou.
Na primeira sessão do julgamento, que decorreu esta tarde no Tribunal de São João Novo, no Porto, Guilherme Costa, de 22 anos, rejeitou ter tido intenção de atingir qualquer ocupante do automóvel.
“Fui atropelado pela D. Diana. Efetuei um disparo para não ser atropelado uma segunda vez”, afirmou o arguido, referindo-se à sogra, que conduzia o veículo, e com quem teria divergências familiares.
Segundo o seu relato, o primeiro disparo ocorreu quando já se encontrava deitado no chão, depois de ter ficado debaixo da viatura. O segundo terá sido efetuado quando o carro fazia marcha-atrás, o terceiro quando o automóvel se preparava para abandonar o posto de combustível e um quarto disparo quando ele próprio, arguido, se dirigia para o seu carro, ali também estacionado naquele posto de abastecimento.
“Dei os disparos com o intuito de afastar o carro. Eu nunca quis acertar em ninguém, nunca quis mal à minha sogra”, declarou.
O arguido sustentou ainda que todos os tiros foram direcionados ao veículo e não às pessoas que seguiam no seu interior. “A D. Diana sabe perfeitamente que eu nunca dispararia contra ela”, acrescentou.
Ministério Público tem outra versão
Durante a sessão, o procurador do Ministério Público disse que o arguido terá retirado a arma de fogo da cintura antes do alegado atropelamento e que os disparos foram efetuados quando a vítima tentava manobrar o carro para evitar ser atingida.
Questionado pela juiz-presidente sobre a possibilidade de os tiros poderem atingir os ocupantes da viatura, Guilherme Costa respondeu que o seu único objetivo era afastar o automóvel. “Fui brutalmente atropelado. Ainda hoje tenho sequelas no pé”, afirmou.
O arguido admitiu ainda ter fugido após os disparos, entregando posteriormente a arma a um amigo, tendo procurado assistência médica em Vigo, na Galiza, e permanecido durante cerca de um mês em casa da madrasta, até ser detido, em agosto de 2025, pela Polícia Judiciária (PJ).
Suspeito de onda de assaltos
Antes de ser detido pela PJ por este caso, Guilherme Costa já estava a ser investigado pelo NIC da GNR do Porto e pela PSP devido a uma onda de assaltos. Uma semana antes da detenção pelas tentativas de homicídio no Freixo, foi detido com outros dois suspeitos por, alegadamente, integrar um grupo responsável por cerca de 40 assaltos entre Guimarães e a Figueira da Foz.
Segundo a investigação, o grupo furtava viaturas para arrombar estabelecimentos comerciais, ourivesarias e armazéns, utilizando depois outros carros para transportar o material roubado e assegurar a fuga.
Os três suspeitos acabaram libertados após serem presentes a juiz no Tribunal de Valongo, mas Guilherme Costa foi imediatamente detido pela PJ no âmbito do processo dos disparos no Freixo, ficando em prisão preventiva.
Diz que tinha inalado “droga do riso”
Em tribunal, o arguido revelou hoje também ter recebido ameaças através das redes sociais após os acontecimentos e afirmou estar arrependido. “Se fosse hoje, fazia tudo diferente. Estou arrependido. Não são comportamentos que eu tenho no meu quotidiano”, declarou, quando questionado pela sua defesa.
Guilherme Costa disse ainda que, na altura dos factos, se encontrava sob o efeito de óxido nitroso, vulgarmente conhecido como “droga do riso”, que alegadamente consumia desde a tarde do dia anterior.
De acordo com a PJ, os factos ocorreram na madrugada de 15 de julho de 2025, na sequência de “divergências familiares” entre o arguido e a família da sua então companheira, com quem diz ter uma relação cordial.
Em prisão preventiva
No posto de abastecimento de combustíveis no Freixo, o suspeito encontrou a sogra, que se encontrava acompanhada por mais duas pessoas, e efetuou pelo menos quatro disparos na direção da viatura.
O arguido responde por três crimes de homicídio qualificado na forma tentada e um crime de detenção de arma proibida, encontrando-se sujeito à medida de coação de prisão preventiva.
jn.pt





