David Marinho, de 24 anos, começou por apresentar desculpas à família de Ana Rita Dionísio, a jovem de 26 anos com quem manteve uma relação de três anos e que foi assassinada a facadas a 4 de agosto de 2025, em São Mamede de Infesta, Matosinhos.
O arguido confessou esta quinta-feira, 26 de março, no Tribunal de Matosinhos, o homicídio e assumiu ainda a tentativa de matar outro homem que mantinha relações com Ana Rita antes do crime, segundo informação divulgada pelo Correio da Manhã.
Durante o interrogatório, descreveu os momentos que antecederam o crime, afirmando que a vítima o teria enganado ao longo do relacionamento e que perdeu o controlo ao vê-la com outro homem: “Ela continuou a falar e eu perdi novamente o controlo, não queria que ela falasse mais… só queria que ela se calasse.” O ataque resultou em 21 facadas, tendo o arguido explicado que não sabia exatamente onde atingia a vítima, descrevendo que “o primeiro golpe foi nas costelas, depois ficou tudo branco”.
O suspeito, de nacionalidade brasileira, negou que a relação tivesse terminado, alegando que após uma discussão em junho passou a viver na casa de familiares no Marco de Canaveses, mas continuava a deslocar-se diariamente à residência da jovem. No dia do crime, entrou com uma chave que estava na caixa da luz e surpreendeu Ana Rita com outro homem, alegando que filmou a situação como prova de que tinha sido enganado.
David detalhou ainda que, após atacar Ana Rita, foi à cozinha buscar duas facas e agrediu também Guilherme, o outro homem presente. “Fui só para cima dele, não o conhecia. Queria magoar, machucar, joguei para fora tudo o que estava dentro de mim”, disse. A jovem terá tentado interceder e até segurado uma das facas, pedindo que ligasse para a ambulância, mas o arguido alegou que reagiu com raiva e prosseguiu com o ataque.
Após o crime, David contactou o pastor da sua igreja para contar o sucedido e tentou fugir para o Brasil pelo aeroporto de Lisboa, mas acabou detido. Encontra-se atualmente em prisão preventiva, acusado de dois crimes de homicídio: um consumado e outro na forma tentada.
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