Redes criminosas chinesas controlam toda a cadeia de fraude ao IVA na União Europeia
A criminalidade organizada de origem chinesa está a consolidar o controlo sobre todos os elos da cadeia de fraude ao IVA no espaço europeu. De acordo com os relatórios mais recentes das autoridades financeiras e policiais da União Europeia, estas redes não se limitam apenas à evasão fiscal, mas dominam agora toda a estrutura logística e financeira que permite estas operações ilícitas.
Controlo Vertical da Fraude Ao contrário de esquemas tradicionais, estas organizações operam de forma vertical: desde a importação de mercadorias — muitas vezes declaradas com valores subfaturados — até à distribuição final no mercado europeu. O esquema assenta na criação de empresas de fachada (“missing traders”) que desaparecem antes de liquidar o imposto devido ao Estado.
Lavagem de Dinheiro e Criptomoedas A complexidade aumenta com os métodos de branqueamento de capitais. O lucro gerado pela fraude ao IVA é rapidamente dissipado através de sistemas de pagamentos informais ou convertido em ativos digitais, dificultando o rastreio por parte da Autoridade Tributária e da Europol.
O Impacto em Portugal Em Portugal, a vigilância sobre os grandes armazéns de revenda e as transações intracomunitárias tem sido reforçada. As autoridades estimam que a perda de receitas fiscais para os cofres dos Estados-membros atinja milhares de milhões de euros anualmente, alimentando uma economia paralela que distorce a concorrência leal entre as empresas.
Redação com JN.PT






