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Homem detido por violência doméstica fica em prisão domiciliária

Suspeito, desempregado foi constituído arguido e interrogado pela PSP de Leiria em março, após denúncia de agressões físicas e verbais. Esta semana voltou a abordar da vítima e foi detido

Um homem de 52 anos foi detido pela PSP de Leiria por suspeita de violência doméstica contra a mulher ficou em prisão domiciliária, na Marinha Grande.

A detenção aconteceu no dia 12, através da Esquadra de Investigação Criminal de Leiria, dando cumprimento a um mandado emitido pela autoridade judiciária competente, «na sequência da recolha urgente de prova realizada pela PSP».

Foi a mulher do suspeito, com 50 anos, quem em fevereiro fez a denúncia na Esquadra da Marinha Grande, desencadeando, assim, a investigação. Segundo o relatado, a mulher terá sido vítima de agressões físicas e verbais reiteradas.

«Os episódios de violência ocorreram na presença de várias testemunhas e incluíram agressões no rosto e empurrões contra a parede, dos quais resultaram hematomas visíveis na zona dos olhos e do pescoço», avança a PSP.

 

Filha menor do casal foi também referenciada como vítima de violência psicológica.

A filha menor do casal foi também referenciada como vítima de violência psicológica.

«Na altura da primeira denúncia, a vítima foi acompanhada pela PSP, tendo-lhe sido disponibilizado um plano de segurança personalizado e a possibilidade de acolhimento em estrutura de proteção, solução que optou por não aceitar», refere o comunicado.

O suspeito, desempregado e residente na Marinha Grande, foi constituído arguido e interrogado pela PSP em março de 2026.

No entanto, na madrugada de 11 de maio, terá voltado a abordar a vítima, «perseguindo-a e agredindo-a com socos e pontapés à saída de uma residência». Também um homem que a acompanhava foi agredido ao tentar intervir.

«No dia seguinte, o suspeito estacionou um dos seus veículos junto ao local de trabalho da vítima, onde afixou várias folhas com mensagens injuriosas dirigidas à mesma», aponta a PSP.  Face à «escalada de violência e o risco acrescido para a integridade física e psicológica da vítima», a PSP desenvolveu «diligências urgentes de recolha de prova, que culminaram na emissão de mandado de detenção pelo Departamento de Investigação e Ação Penal de Pombal».

Após ter sido presente a primeiro interrogatório judicial, foi-lhe aplicada a medida de coação de obrigação de permanência na habitação, fiscalizada por meios técnicos de controlo à distância.

diariocoimbra.pt