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Imagens impressionantes mostram “cratera” da A1 em Coimbra no Rio Mondego

Troço da A1 colapsa em Coimbra após rutura de dique no Mondego

O trânsito na Autoestrada 1 (A1) encontra-se cortado em ambos os sentidos, entre os nós de Coimbra Norte e Coimbra Sul, após o desabamento de parte da via na zona de Casais, Coimbra. Segundo fonte da Brisa, concessionária da autoestrada, o incidente ocorreu na noite de quarta-feira, na sequência do rompimento de um dique na margem direita do rio Mondego.

O abatimento da plataforma verificou-se sobre o aterro de acesso ao viaduto, ao quilómetro 191. A GNR confirmou os danos estruturais e indicou o IC2 como a principal alternativa à circulação.

Governo monitorizava risco de colapso

Em declarações à SIC Notícias, o Ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, afirmou que a situação estava a ser acompanhada há vários dias pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC).

“A situação é absolutamente extraordinária. As águas foram escavando o terreno sob a estrutura, o que levou ao colapso visível. Estamos a acompanhar o caso com preocupação”, sublinhou o governante, que se deslocou para o local.

O ministro reforçou ainda que o encerramento preventivo da circulação foi decisivo para evitar vítimas nesta infraestrutura.

Balanço trágico do temporal

A rutura do dique agravou o risco de cheias numa região já fustigada pelas depressões Kristin, Leonardo e Marta. Até ao momento, o balanço de vítimas mortais em Portugal subiu para 16, após a confirmação do óbito de um homem de 72 anos nos HUC, em Coimbra, na sequência de uma queda ocorrida em Pombal.

O temporal tem deixado um rasto de destruição nas regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo, incluindo:

  • Destruição de habitações e empresas;

  • Cortes de energia, água e comunicações;

  • Interrupção de serviços de transporte e fecho de escolas.

Face à gravidade dos danos, o Governo prolongou a situação de calamidade para 68 concelhos até ao dia 15, anunciando um pacote de apoios que poderá atingir os 2,5 mil milhões de euros.

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Redação