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Imigrantes reforçam a Segurança Social com quatro mil milhões: brasileiros lideram contribuições e garantem equilíbrio do sistema

As contribuições dos imigrantes para a Segurança Social ultrapassaram, pela primeira vez, os quatro mil milhões de euros em 2025, um valor que evidencia o papel central da imigração na sustentabilidade do sistema público português. Este montante corresponde a cinco vezes mais do que aquilo que os cidadãos estrangeiros recebem em prestações sociais, gerando um saldo positivo superior a três mil milhões de euros.

Os brasileiros destacam-se como os maiores contribuintes, sendo responsáveis por cerca de um terço do total das contribuições, seguidos pelas comunidades indiana e angolana. Estes números ganham ainda maior relevância num contexto em que vários sectores essenciais da economia — como a construção, a agricultura, o turismo e os cuidados pessoais — dependem cada vez mais da mão-de-obra estrangeira para assegurar o seu funcionamento.

Para Eugénio Fonseca, ex-presidente da Cáritas, os dados são claros e desmontam a ideia de que os imigrantes representam um peso para o país, demonstrando antes que são um factor de equilíbrio e sustentabilidade social. Já o economista Jorge Bravo adota uma posição mais prudente, sublinhando que ainda não está totalmente apurado o impacto futuro destas populações ao nível das prestações sociais que venham a receber.

Ainda assim, os números atuais confirmam que, no presente, a imigração é um contributo líquido e decisivo para o financiamento da Segurança Social e para a estabilidade do sistema público em Portugal.

Redação