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Infarmed aprova novo tratamento que reduz 84% risco de agravamento na hipertensão arterial pulmonar

Winrevair® é a primeira terapia a atuar diretamente nos mecanismos biológicos da doença rara e progressiva que afeta maioritariamente mulheres jovens

O Infarmed aprovou o financiamento do Winrevair® (sotatercept), um novo tratamento para a hipertensão arterial pulmonar que reduz em 84% o risco de agravamento clínico ou morte, anunciou a Associação Portuguesa de Hipertensão Pulmonar (APHP).

A associação destaca que esta terapia é a primeira em mais de uma década a atuar diretamente sobre os mecanismos biológicos da doença, que é rara, progressiva e atinge maioritariamente mulheres jovens.

O Winrevair® foi aprovado para utilização em meio hospitalar, em combinação com outras terapêuticas, para doentes adultos com Classe Funcional II ou III da Organização Mundial de Saúde (OMS), com o objetivo de melhorar a capacidade de exercício.

Segundo a APHP, “o tratamento é o primeiro em mais de uma década com um novo mecanismo de ação e demonstrou em estudos uma redução de 84% no risco de agravamento clínico ou morte”.

A hipertensão arterial pulmonar é descrita como uma doença rara, incurável, invisível e altamente incapacitante, que pode levar à falência cardíaca e morte prematura.

“Até agora, as terapias focavam-se em aliviar os sintomas, sem travar a proliferação celular que torna os vasos sanguíneos mais espessos e rígidos. Esta nova terapia é a primeira a atuar diretamente sobre os mecanismos biológicos da doença”, realça a associação.

A APHP refere que o impacto da doença na vida dos doentes, diagnosticados em média aos 36 anos, “é avassalador”, com muitos a serem forçados a abandonar carreiras e projetos de vida devido a sintomas como cansaço extremo, falta de ar e incapacidade para realizar atividades simples.

Para a presidente da APHP, Reina Vilaça, “é crucial haver uma maior aposta em estratégias de diagnóstico precoce”, defendendo que a evolução no tratamento é imperativa para dar “uma nova esperança a estes doentes, muitas vezes esquecidos”.

A associação compromete-se a trabalhar com as entidades de saúde para garantir um acesso rápido e equitativo a esta nova terapêutica para todos os doentes elegíveis.

Redação