Search
Close this search box.

Investigadores de Aveiro criam bioplástico inovador a partir de casca de cebola e resíduos de batata

A nova tecnologia da UA utiliza subprodutos industriais para criar embalagens sustentáveis com propriedades antioxidantes, sem necessidade de processos de extração complexos.

Texto: Uma equipa de investigadores da Universidade de Aveiro (UA) desenvolveu uma nova geração de bioplásticos através da incorporação direta de casca de cebola moída em matrizes de amido, este último recuperado de resíduos industriais de batata.

A solução tecnológica distingue-se por dispensar processos complexos de extração ou purificação, utilizando lamas derivadas do processamento de batata como base estrutural. Esta abordagem permitiu obter materiais com propriedades mecânicas reforçadas, maior resistência à água e uma barreira eficaz aos gases.

Segundo a nota de imprensa da universidade, estes bioplásticos possuem ainda atividade antioxidante, um requisito crucial para o setor das embalagens funcionais e para a conservação prolongada de alimentos.

Desenvolvida no CICECO – Instituto de Materiais de Aveiro, a investigação segue os princípios da economia circular. Ao substituir matérias-primas de origem fóssil por subprodutos não comestíveis, o projeto reduz significativamente o impacte ambiental e a pressão sobre os recursos primários.

A tecnologia, que já se encontra protegida por patente, utiliza métodos de processamento convencionais, como a extrusão ou a moldação por compressão, o que facilita a sua adoção à escala industrial.

Redação