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Já ouviu falar do “Gangue do Alcatrão”? Saiba como atua e como se proteger

A Guarda Nacional Republicana (GNR) alertou para a atividade do chamado “Gangue do Alcatrão”, um grupo que atua há vários anos em vários países europeus, incluindo Portugal. No início do mês, o Município de Leiria deu conta da alegada presença de elementos deste grupo em zonas do concelho afetadas pelo mau tempo.

Segundo a GNR, trata-se de um grupo com “elevada mobilidade transnacional”, cuja origem remonta à Irlanda, estando associado ao criminoso irlandês Sammy Buckshot, apontado como uma figura central na expansão das suas atividades além-fronteiras.

Como atua o grupo?

O esquema é simples, mas eficaz. Os suspeitos abordam potenciais vítimas — muitas vezes proprietários de moradias — alegando que estão a realizar trabalhos nas proximidades e que dispõem de alcatrão excedente. Com esse pretexto, oferecem-se para pavimentar entradas, pátios ou acessos a preços aparentemente muito abaixo do valor de mercado.

Mais recentemente, o grupo diversificou os serviços propostos, passando também a oferecer lavagem de fachadas, limpezas diversas e montagem ou reparação de telhados.

Contudo, o desfecho tende a ser um de dois:

  • ou abandonam o local após receberem um pagamento inicial, deixando o trabalho inacabado;

  • ou, após concluírem um serviço de fraca qualidade, exigem um valor muito superior ao inicialmente acordado, recorrendo à coação e intimidação para pressionar as vítimas.

Sinais de alerta

De acordo com o alerta divulgado, há relatos de que os suspeitos:

  • Falam apenas inglês;

  • Circulam em viaturas com matrícula estrangeira, nomeadamente irlandesa ou belga;

  • Apresentam propostas com preços anormalmente baixos;

  • Podem estar associados a furtos ou outros crimes.

A 5 de fevereiro, o Município de Leiria informou que o grupo teria passado por várias zonas do concelho, apelando à população para redobrar a vigilância.

Recomendações das autoridades

A GNR aconselha a população a:

  • Desconfiar de propostas feitas porta a porta;

  • Nunca pagar adiantamentos sem contrato escrito e devidamente identificado;

  • Confirmar sempre a identidade e a credibilidade dos prestadores de serviços;

  • Contactar de imediato as autoridades em caso de suspeita.

Recorde-se que várias regiões do país foram recentemente afetadas pelas depressões Depressão Kristin, Depressão Leonardo e Depressão Marta, que provocaram vítimas mortais, centenas de feridos e desalojados — um contexto que pode ser explorado por burlões para abordar proprietários em situação de maior vulnerabilidade.

A prevenção e a informação continuam a ser as melhores formas de proteção.

Redação