Poucas capitais no mundo oferecem o que Maceió entrega a escassos metros do passeio: recifes de coral que amansam o mar, formam piscinas naturais de água transparente e criam aquários a céu aberto, acessíveis através de passeios de jangada. A capital de Alagoas, apelidada de “Caraíbas Brasileiro”, é o quinto destino mais procurado do país e aproxima-se da marca histórica de 3 milhões de passageiros no seu aeroporto num único ano.
Da origem no pântano ao cartão-postal da orla
O nome Maceió deriva do tupi maçayó, que significa “o que tapa o alagadiço”, uma referência à geografia original da região. Antes de se tornar capital, a cidade era apenas um porto secundário. Em 1839, retirou a Marechal Deodoro o estatuto de capital do estado, impulsionada pela forte expansão do comércio marítimo.
O bairro de Jaraguá, onde se localiza o porto, é o único centro histórico classificado da capital. Os seus casarões e armazéns foram restaurados nos anos 90 e acolhem hoje bares, restaurantes e o conceituado Teatro Deodoro. A recente requalificação da Orla do Porto, com 1,5 km de zona pedonal, ciclovia e miradouros entre Jaraguá e Pajuçara, ligou o centro histórico à faixa litoral mais famosa da cidade.

Onde encontrar as melhores praias e piscinas naturais?
O litoral de Maceió estende-se por cerca de 40 km, protegido pela Área de Proteção Ambiental Costa dos Corais, a maior unidade de conservação marinha do Brasil, com mais de 400 mil hectares. Os recifes funcionam como barreiras naturais que tornam o mar calmo e cristalino.
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Piscinas naturais de Pajuçara: As jangadas partem do areal e levam os visitantes até aos recifes, a cerca de 2 km da costa. O passeio dura aproximadamente duas horas e depende estritamente da maré baixa.
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Praia de Ponta Verde: O troço mais sofisticado da marginal, com quiosques modernos, ciclovia e o Caminho de Moisés — um banco de areia que surge na maré baixa e permite caminhar sobre o mar até ao Farol de Ponta Verde.
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Praia do Gunga: A 40 km a sul, combina o azul do mar com falésias coloridas e o encontro com a Lagoa do Roteiro. Os passeios de buggy até aos miradouros são imperdíveis.
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Praia do Francês: Protegida por recifes, oferece uma excelente infraestrutura de restauração e águas paradas, ideais para banhos.
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Praia de Ipioca: Mais a norte, onde o rio se funde com o mar. Águas serenas e um ambiente muito mais tranquilo do que as praias centrais.
Dica de Viagem: O vídeo do canal Viagens Cine detalha o “top 10” das praias, os passeios de buggy pelas falésias do Gunga e as famosas piscinas naturais de Ponta Verde.
Bordado Filé e cultura para lá do mar
Maceió oferece muito mais do que sol e mar. No bairro do Pontal da Barra, as ruas ganham cor com os fios do Bordado Filé, uma técnica artesanal transmitida de geração em geração e reconhecida como Património Imaterial de Alagoas. As artesãs trabalham à porta de casa, vendendo as peças diretamente aos visitantes.
Gastronomia: Sururu, tapioca e sabores da costa
A culinária alagoana foca-se nos frutos do mar e em ingredientes locais como o sururu, um molusco típico da Lagoa do Mundaú.
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Sururu: Molusco cozinhado com leite de coco, servido em caldo ou como recheio de pastéis e tapiocas.
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Peixada Alagoana: Peixe cozido com legumes, acompanhado por pirão (puré de farinha de mandioca e caldo de peixe).
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Tapioca: Com recheios de queijo coalho, camarão ou coco, é presença obrigatória ao pequeno-almoço.

Quando visitar para ver o mar mais cristalino?
Em Maceió faz calor durante todo o ano, mas a transparência da água varia conforme a estação. O período seco, de outubro a março, é a melhor época para apreciar as piscinas naturais com o seu tom turquesa mais intenso. É fundamental consultar a tabela de marés antes de marcar qualquer passeio.
Como chegar?
O Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares fica a 24 km do centro e recebe voos diretos de cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, além de ligações internacionais. O aeroporto encerrou o ano de 2025 com um recorde de passageiros. Se vier de Recife, a distância é de 260 km (cerca de 4 horas de carro). A autarquia de Maceió prevê ainda a abertura de 12 novos hotéis em 2026, somando mais de 3.200 camas à oferta turística.
Redação com correiobraziliense.com.br






