Search
Close this search box.

Maduro divulga fotos inéditas na prisão em Nova Iorque e declara-se «firme»

O presidente deposto da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmou este domingo, nas suas redes sociais, manter-se «firme», ao publicar fotografias da prisão nova-iorquina onde se encontra detido desde a sua captura pelas forças norte-americanas.

Maduro e a mulher, Cilia Flores, foram detidos em Caracas durante uma operação militar dos EUA, a 3 de janeiro. O casal cumpre prisão preventiva numa cadeia em Brooklyn, Nova Iorque, sob acusações de tráfico de droga e porte ilegal de armas — acusações que ambos recusam.

«Envio estas fotografias como uma pequena lembrança para todos os meus netos, para os jovens e para todas as pessoas de bem que nos amam», escreveu o antigo líder na aplicação Telegram. «Quero que saibam que estamos firmes, com o coração cheio do vosso amor», acrescentou.

Nas duas imagens, inéditas desde a detenção, Maduro surge com um fato de treino cinzento a fazer o sinal de paz com as mãos, aparentando ter perdido bastante peso.

Apesar de terem sido divulgadas no domingo, os metadados das fotografias indicam que foram tiradas a 25 de junho — no dia seguinte aos dois sismos devastadores que provocaram mais de 6500 mortos e destruição generalizada no norte da Venezuela. «Permaneceremos fortes, calmos e confiantes: Deus está connosco. Deus proverá. A Venezuela reerguer-se-á», concluiu.

A mensagem surge dois dias após a sua sucessora, a presidente interina Delcy Rodríguez, ter anunciado um acordo petrolífero «histórico» que permite aos Estados Unidos explorar campos de petróleo em território venezuelano. Rodríguez, que governa sob forte pressão de Washington, afirmou ter «escolhido a via da diplomacia» com a administração norte-americana para converter a Venezuela numa «potência energética».

Na prisão, Maduro não tem acesso à imprensa nem à Internet, estando apenas autorizado a contactar por telefone a família e os advogados durante cerca de 300 minutos por mês, com um limite máximo de 15 minutos por chamada, revelou uma fonte próxima do ex-presidente. O seu filho, Nicolás Maduro Guerra, assegura que o pai se encontra de boa saúde e dedica o tempo ao estudo da Bíblia.

O julgamento de Maduro e de Cilia Flores num tribunal federal de Nova Iorque está agendado para 1 de junho de 2027.

Redação com agências