Pelo menos 51 pais e cônjuges de militares no ativo foram detidos por agentes de imigração desde que Donald Trump assumiu a presidência, em janeiro de 2025, e pelo menos seis foram deportados, avança a agência Associated Press.
Os números, que resultam de uma investigação realizada pela da agência de notícias internacional, indicam ainda que pelo menos oito familiares diretos de militares norte-americanos permanecem sob custódia federal de imigração.
Os familiares diretos dos militares norte-americanos não são geralmente alvos da fiscalização da imigração, mas a AP descobriu que agora são rotineiramente detidos durante meses enquanto tentam regularizar a sua situação legal através de políticas disponíveis para os familiares próximos dos militares.
A investigação inclui opiniões de especialistas que referem que a detenção de familiares de militares prejudica a prontidão militar, lembrando que os Estados Unidos estão em guerra com o Irão.
Os militares cujos cônjuges e pais foram detidos perdem redes de apoio emocional e cuidadores para os seus filhos, atrasando missões e obrigando alguns a tirar licença, avisam.
A análise é o primeiro levantamento destas detenções – já que o Governo não monitoriza estes dados – e os números que apresenta estão, provavelmente, abaixo da realidade, refere a AP.
A informação foi recolhida com base em milhares de registos de tribunais federais compilados pelo projeto Habeas Docket, da organização não-governamental norte-americana dedicada a promover a transparência nos tribunais Immigration Justice Transparency Initiative, e também através de notícias e de informações de familiares e advogados.
“O DHS e o ICE [as duas maiores agências federais de imigração] valorizam as contribuições de todos aqueles que serviram nas Forças Armadas dos EUA”, disse o DHS (Departamento de Segurança Interna) em comunicado.
“O serviço militar nos EUA, por si só, não garante automaticamente o estatuto de imigrante legal nem isenta os estrangeiros das consequências de violar as leis de imigração dos EUA”, alegou.
O Pentágono recusou comentar.
Redação






