A depressão Leonardo mantém o país em alerta, somando-se a um rasto de destruição que já provocou 11 vítimas mortais.
O território de Portugal continental continua sob o domínio severo da depressão Leonardo, que fustiga o país com precipitação intensa, ventos fortes e forte agitação marítima. Desde o início deste ciclo de intempéries, o balanço é trágico: onze pessoas perderam a vida.
O cenário é de paralisia em vários setores. Com os solos saturados e no limite da sua capacidade de absorção, multiplicam-se as inundações e derrocadas que estão a paralisar infraestruturas críticas, desde o corte de estradas à interrupção de ligações ferroviárias e marítimas.
Atualmente, o país funciona “a meio gás”, sob a vigência de avisos laranja e amarelo. No Centro de Portugal, a situação é particularmente crítica, com milhares de famílias ainda sem eletricidade, empenhadas em recuperar o que este sucessivo “comboio de tempestades” destruiu.
Ocorrências Locais: Cinfães e Castelo Branco
Em Cinfães, uma derrocada de grandes dimensões num talude em Tendais desalojou um casal de septuagenários e cortou a EM 1025. O presidente da autarquia, Carlos Cardoso, confirmou à agência Lusa que os residentes foram realojados numa pensão, sublinhando que a saturação dos solos impediu a retenção da água.
Paralelamente, no distrito de Castelo Branco, a EN 18-8, que liga a capital de distrito a Malpica do Tejo, encontra-se totalmente interdita devido a um deslizamento de terras, não havendo ainda previsão para a sua reabertura.
Crise Energética na Marinha Grande
No concelho da Marinha Grande, o impacto nas infraestruturas básicas é severo. Cerca de 15% da população (aproximadamente 3.900 clientes) permanece sem energia elétrica. A autarquia confirmou ainda falhas recorrentes no fornecimento de água em diversos pontos do concelho.
Redação






