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Ministra do Trabalho acusa Chega de votar em função de sondagens e do TikTokA ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social insistiu, este sábado, que o chumbo do pacote laboral foi uma “oportunidade perdida” para o país e que os portugueses saberão “tirar as suas ilações”. Apesar de não ser filiada do partido, Maria do Rosário Palma Ramalho discursou no 43.º Congresso do PSD, que decorre em Anadia, onde acusou o Chega de votar em função “da sondagem do dia e das tendências do TikTok”.

A ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social insistiu, este sábado, que o chumbo do pacote laboral foi uma “oportunidade perdida” para o país e que os portugueses saberão “tirar as suas ilações”. Apesar de não ser filiada do partido, Maria do Rosário Palma Ramalho discursou no 43.º Congresso do PSD, que decorre em Anadia, onde acusou o Chega de votar em função “da sondagem do dia e das tendências do TikTok”.

“Todos conhecem bem os nossos adversários. Uns, por não estarem no Governo, fizeram desta reforma uma afronta pessoal. E outros, que votam em função da sondagem do dia e das tendências do TikTok”, criticou, referindo-se às posições assumidas, respetivamente, pelo PS e pelo Chega. De recordar que, na véspera da votação, o líder do Chega tinha clamado “vitória”, sugerindo que votaria a favor da proposta do Governo, o que acabou por não verificar-se.

A reforma do Código do Trabalho, defendeu a ministra, é “essencial para aproximar Portugal da Europa em termos de competitividade da economia, produtividade das empresas e valor dos salários”. Por isso, o chumbo é uma “oportunidade perdida” para o nosso país.

O desfecho, na sexta-feira, no Parlamento, acrescentou Palma Ramalho, mostra, também, o sentido de Estado do primeiro-ministro, que “recusou trocar a passagem desta reforma pela baixa da idade de acesso” à reforma, o que colocaria em causa o contrato de confiança entre os portugueses e o Estado, quanto à garantia das pensões.

Ao que tudo indica, todos os ministros de Luís Montenegro deverão marcar presença e discursar durante a reunião magna do PSD.

Já o secretário-geral do PSD, Hugo Soares, garantiu que o partido vai responsabilizar a Oposição. “Temos de dizer ao Chega e ao PS que os vamos obrigar, nós vamos continuar a impeli-los, nós vamos continuar a responsabilizá-los, porque a responsabilidade que eles têm é a responsabilidade que o povo português lhes deu nas urnas: a nós, disseram-nos para governar, a eles, disseram para dialogar connosco no parlamento”, afirmou.

Redação com JN.PT