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Mondego começa a dar tréguas em Montemor-o-Velho, mas cenário mantém-se crítico

O nível das águas no Vale do Mondego, no concelho de Montemor-o-Velho (Coimbra), começou a baixar este sábado. Apesar da ligeira melhoria, a situação permanece crítica, embora se preveja uma descida mais acentuada do caudal do rio até ao final do dia.

“Felizmente, a situação hoje está melhor, mas continua a ser complicada, com muitos milhões de metros cúbicos de água no vale central”, afirmou o presidente da Câmara Municipal, José Veríssimo, em declarações à agência Lusa.

Ponto de situação no terreno:

  • EN111: O autarca adiantou que os níveis baixaram cerca de 15 centímetros no leito do periférico direito, zona onde o corte da Estrada Nacional 111 ainda se mantém.

  • Zonas Críticas: No vale central registou-se uma descida ténue, mas na localidade da Ereira, isolada há vários dias, o nível da água subiu ligeiramente, tal como na margem esquerda, devido à influência das marés.

  • Previsões: Segundo a Agência Portuguesa do Ambiente (APA), a perspetiva é de um abaixamento significativo do caudal, que se fixa atualmente nos 1.600 metros cúbicos por segundo na Ponte Açude, em Coimbra.

Balanço das Depressões Kristin, Leonardo e Marta A passagem destas tempestades provocou, até ao momento, 16 vítimas mortais em Portugal, além de centenas de feridos e desalojados. A última vítima confirmada é um homem de 72 anos, residente em Pombal, que faleceu nos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC) após uma queda durante a reparação de um telhado fustigado pelo temporal.

O rasto de destruição inclui habitações e empresas fustigadas, queda de estruturas, cortes de energia e interrupção de vias de comunicação, sendo as regiões do Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo as mais fustigadas. O Governo prolongou a situação de calamidade até domingo em 68 concelhos, anunciando um pacote de apoios que ascende a 2,5 mil milhões de euros.

Redação