Numa decisão que está a gerar forte indignação, o Primeiro-Ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, recorreu ao pretexto de “questões de segurança” para justificar o bloqueio policial que impediu o Patriarca Latino de Jerusalém, Cardeal Pierbattista Pizzaballa, de aceder à Igreja do Santo Sepulcro.
Através da rede social X, Netanyahu tentou minimizar o incidente, afirmando que a polícia agiu por “preocupação” com a integridade do prelado e assegurando que “não houve má intenção”. Contudo, a proibição de celebrar a missa num dos locais mais sagrados da cristandade é vista como mais um passo na escalada de restrições impostas pelo atual executivo.
Os pontos principais da discórdia:
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Prazos vagos: O governo limitou-se a informar que as forças de segurança estão a elaborar um plano para permitir celebrações “nos próximos dias”, sem apresentar datas concretas.
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Bloqueio total: O gabinete do Primeiro-Ministro confirmou que os principais locais sagrados da Cidade Velha — o Monte do Templo, o Muro das Lamentações e o Santo Sepulcro — permanecem encerrados, sob o argumento da guerra com o Irão.
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A narrativa do perigo: Netanyahu justifica estas medidas drásticas alegando ataques “repetidos” por parte de Teerão, utilizando a queda de destroços de um míssil intercetado como prova de um risco iminente que, para muitos críticos, serve apenas para camuflar o controlo apertado sobre a liberdade de culto.
Esta postura do governo israelita acentua o isolamento das comunidades religiosas em Jerusalém, transformando locais de oração em zonas de exclusão militarizada sob uma retórica de proteção que poucos consideram genuína.
Redação






