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Nove milhões de inscritos na pré-venda de bilhetes para concertos de Céline Dion em Paris

As pré-vendas para os dez concertos de regresso de Céline Dion aos palcos, a ocorrerem no outono, em Paris, atingiram os nove milhões de inscritos, de acordo com dados divulgados pela imprensa local.

Os diferentes sistemas de pré-venda, que darão acesso à compra de bilhetes na próxima semana aos inscritos que tiverem a sorte de receber códigos que serão sorteados, abriram imediatamente após a estrela canadiana, que sofre de uma doença neurológica rara e incurável, ter anunciado o seu regresso num vídeo no Instagram, na semana passada.

Até à passada quinta-feira, data em que terminou o prazo para inscrições, registaram-se nove milhões de inscrições, de acordo com dados recolhidos e publicados hoje pelo jornal “Le Parisien”.

A organização, no entanto, não fez comunicações oficiais sobre o número de pedidos. Para quem não conseguir o código, a venda geral de bilhetes realiza-se no dia 10.

Céline Dion dará os dez concertos entre 12 de setembro e 14 de outubro, no pavilhão La Défense Arena, que tem uma capacidade total para perto de 40 mil espetadores.

“Estou tão feliz, estou pronta para fazer isto. Sinto-me bem, estou forte, sinto-me emocionada. Claro, um pouco nervosa, mas, acima de tudo, estou grata a todos vocês. Mal posso esperar para vos ver novamente”, expressou Celine Dion numa mensagem, na segunda-feira, data em que comemorou o 58.º aniversário e confirmou o regresso aos palcos.

A última atuação pública da cantora canadiana ocorrera em Paris, na abertura dos Jogos Olímpicos de Paris de 2024, onde interpretou “Hino ao amor”, de Edith Piaf, do cimo da Torre Eiffel.

Um reaparecimento muito aguardado, uma vez que no ano anterior a artista tivera de cancelar a digressão mundial Courage World Tour devido aos graves problemas causados pela síndrome da pessoa rígida (SPR) de que sofre, que afeta o sistema nervoso e lhe provoca espasmos.

A vencedora de dois Óscares e vários Grammys tem de se submeter a um trabalho intenso para conseguir controlar os músculos, incluindo para realizar tarefas do dia a dia, como caminhar, e as complicações afetam-lhe, igualmente, as cordas vocais.

Os pormenores da luta com a doença foram revelados em 2024, no documentário “I am Céline Dion”.

A SPR, sobre a qual existe muito pouca investigação científica, é uma doença que afeta muito poucas pessoas no mundo e que faz com que, com o passar do tempo, os pés e as mãos fiquem rígidos, ao ponto de não se conseguirem mover.

O último grande concerto a solo da cantora canadiana ocorreu na primavera de 2020, em Nova Iorque, no âmbito de uma digressão que teve de ser suspensa devido à pandemia de covid-19 e que, posteriormente, não pôde ser retomada devido aos seus problemas de saúde.

JN.PT